Segurança

Membro do PCC aproveita refletores desligados em presídio, dribla escolta e foge

José Hozenildo Cabral Santos cumpre pena pelos crimes de homicídio e roubo qualificado e foi condenado a 30 anos de prisão. Ele fugiu da Unidade Prisional de Águas Lindas durante o desligamento dos refletores de energia do presídio

Mesmo com escolta policial, um preso membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) — a maior facção criminosa do Brasil — conseguiu fugir da Unidade Prisional Especial de Águas Lindas de Goiás, que abriga detentos do regime fechado, durante o desligamento dos refletores de energia do presídio. A fuga aconteceu na madrugada desta terça-feira (21/9).

José Hozenildo Cabral Santos, de 38 anos, cumpre pena desde 2011 pelos crimes de homicídio e roubo qualificado cometidos tanto em Goiás quanto na Paraíba, estado onde nasceu, e foi condenado a 30 anos de prisão. A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária do Estado de Goiás (DGAP-GO) disse, em nota ao Correio, que foram abertos processos administrativos internos para apurar os fatos e aplicação das sanções aos envolvidos, conforme a lei.

A fuga aconteceu durante a madrugada, quando o preso pulou o portão dos fundos. Segundo a DGAP, ele estava sob escolta dos policiais penais, mas conseguiu se desvencilhar durante o desligamento dos refletores de energia da unidade prisional, o que seria um procedimento padrão realizado no começo da manhã. Fontes policiais informaram ao Correio que o faccionado adentrou pelo mato e, possivelmente, contou com ajuda externa. 

Ainda em nota, a Diretoria afirmou que foram tomadas as devidas providências em relação à fuga e que a busca pelo foragido é realizada em conjunto com as forças policiais da região. Caso alguém tenha informações sobre o paradeiro de José, ligue para o 190 da Polícia Militar, 197 da Polícia Civil ou pelo (62) 3201-1212 — Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública. As denúncias podem ser anônimas.

Alta periculosidade

Correio teve acesso a um dos processos condenatórios de José pelo crime de roubo qualificado. O caso aconteceu em 2011, no Sítio São João, na zona rural de Lagoa Seca, na Paraíba. Com arma de fogo em mãos, ele e um comparsa entraram na casa de uma mulher e renderam ela e outras pessoas que estavam na residência. A dupla vasculhou todos os cômodos, mas não levou nada porque o pai da vítima teria conseguido acionar a polícia pelo telefone.

Assustados, os dois criminosos fugiram. O comparsa foi preso em flagrante com uma pistola calibre .390, e José foi detido dias depois, o que lhe rendeu uma condenação de 5 anos de reclusão e 15 dias-multa.