Pandemia

Ibaneis quer todos nas escolas

Governo estuda volta dos estudantes da rede pública às salas de aula. Segundo o governador, medida será possível quando 70% da população do DF estiver totalmente imunizada

» Ana Isabel Mansur
» Júlia Eleutério
postado em 09/10/2021 23:29
 (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press                  )
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press )

Com o avanço da imunização contra a covid-19, o governador Ibaneis Rocha (MDB) avalia a possibilidade do retorno total das aulas presenciais na rede pública de ensino do Distrito Federal. "Nossa expectativa é voltar totalmente às aulas a partir do momento em que a gente tiver um índice maior de vacinação. Eu estou trabalhando nisso para quando a gente atingir 70% da população vacinada (com as duas doses ou dose única), porque nós precisamos de um grau de segurança maior", afirmou ontem, durante visita ao programa Sejus Mais Perto do Cidadão, no Sol Nascente.


A vacinação contra a covid-19 está na fase de aplicação do imunizante na população com 12 anos ou mais e a antecipação da segunda dose das vacinas Pfizer/BioNTech e AstraZeneca. O governador também estuda instalar mais leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), para dar uma folga à rede hospitalar com uma "reabertura segura" das aulas presenciais. "Acho que está chegando a hora de fazer isso mesmo. O Rio de Janeiro, graças a Deus, já se colocou numa situação de vanguarda, abrindo em todos os períodos as escolas, e nós vamos chegar lá também em breve", destacou Ibaneis.


Atualmente, as escolas públicas do DF estão funcionando em modelo híbrido. Em uma semana, parte da turma assiste às aulas presencialmente e na outra, o restante do grupo frequenta as salas de aulas. Quem fica em casa, no ensino remoto, realiza atividades relacionadas aos conteúdos. Em alguns casos, famílias com grupo de risco à covid-19 puderam optar por aulas apenas no ensino remoto, após declaração de responsabilidade.


Com mais 128 pessoas vacinadas com a primeira dose (D1) das vacinas ontem, o DF chegou a 2.221.995 habitantes com ao menos uma aplicação e 7.010 cidadãos receberam o reforço dos imunizantes com a segunda dose (D2); no total, 1.308.554 brasilienses tomaram a D2. A vacina de dose única (DU) foi aplicada em 57.798 no total, desde o início da vacinação.


A porcentagem da população com a D1 é de 72,79%, e 44,76% completaram o ciclo de imunização com a D2 ou DU. A dose de reforço, chamada de D3, foi aplicada em 44.196 idosos e imunossuprimidos, sendo 877 ontem.

Casos em alta

A média móvel de casos de covid-19 no Distrito Federal chegou a 1.252 ontem, número 36,7% superior ao dado de 25 de setembro, 14 dias atrás. Nos últimos 16 dias, o índice de infecções permaneceu em alta por 14 dias. A taxa de transmissão da doença, que mede a reprodução da pandemia, está acima de 1 há 11 dias. Ontem, o índice alcançou 1,14 — cada 100 pessoas com covid-19 podem transmiti-la a outras 114. Resultados acima de 1 demonstram que a situação está fora de controle.


A média móvel de mortes por covid-19 no DF ficou estável, ontem, pelo segundo dia consecutivo. O resultado, de 15,1, foi 2,75% menor do que o cálculo de 25 de setembro. Quando a variação fica dentro da faixa de 15%, tanto para mais quanto para menos, o indicador é considerado em estabilidade. A média de mortes pela doença chegou a ficar em alta por 10 dias seguidos no DF. Na terça (5/10) e na quarta (6/10), o número ficou estável, mas cresceu novamente na quinta (7/10). Refeitas diariamente a partir dos números do dia e dos seis anteriores, as médias móveis amortecem possíveis atrasos nas notificações e ajudam a visualizar o desenvolvimento da covid-19.


Em 24 horas, a Secretaria de Saúde do DF confirmou 771 casos e nove mortes em decorrência da covid-19. Com isso, o total de infecções na capital federal subiu para 505.543, das quais 485.542 (96%) são consideradas recuperadas. As vidas perdidas desde o início da pandemia somavam 10.594 até ontem.

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