CUSTO DE VIDA

Inflação de outubro é a mais alta desde 2002

De acordo com o levantamento do IBGE, na variação acumulada do ano, o Distrito Federal contabiliza 9,30% de aumento da inflação. Transporte teve maior impacto na taxa

Samara Schwingel
postado em 11/11/2021 14:33 / atualizado em 11/11/2021 18:57
 (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A inflação de outubro no Distrito Federal chegou a 1,25%. O percentual é o maior para o mês desde 2002, quando o índice chegou a 1,82% na capital federal. Os dados são medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em outubro do ano passado, a inflação estava em 1,02%. Na variação acumulada do ano, o DF contabiliza 9,30% de aumento da inflação. O IPCA indica o aumento dos preços dos produtos e serviços vendidos na capital. Em 2021, dos nove produtos pesquisados, oito apresentaram aumento. O maior impacto no índice final foi do meio de transportes. Passagem aérea, transporte por aplicativo e óleo diesel foram os que mais tiveram alta nos preços em outubro comparado com o mês anterior. A variação de cada um foi de 41,76%; 4,81%; e 4,05%, respectivamente. A gasolina teve alta de 2,67%, mas a alta acumulada do ano é de 46,54%. 

De acordo com o IBGE, os alimentos e bebidas registraram, em geral, um aumento mensal de 1,74%.  Entre os tubérculos, raízes e legumes (19,41%), tomate (30,48%), batata-inglesa (10,70%) e cenoura (5,58%) tiveram as maiores altas. Outras altas que ganharam destaque foram: couve-flor (12,03%), melão (10,63%), açúcar refinado (9,26%) e picanha (6,00%). No lado das quedas, os destaques individuais foram: manga (-7,39%), refrigerante e água mineral (-4,18%) e pão de forma (-3,33%).

IPCA 

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 29 de setembro e 28 de outubro de 2021 (referência) com os preços vigentes entre 28 de agosto e 28 de setembro de 2021 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

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