DESEMPREGO /

Menor taxa no mês desde 2015

Dados de pesquisa mensal elaborada pela Codeplan e pelo Dieese revelaram queda de 1,7 ponto percentual no indicador referente a outubro, comparado ao mesmo período de 2020

Pedro Marra
postado em 27/11/2021 00:01
 (crédito: Nelson Almeida/AFP)
(crédito: Nelson Almeida/AFP)

A Pesquisa de Emprego e Desemprego do Distrito Federal (PED), divulgada ontem, revelou que a taxa de desemprego total em outubro caiu pelo segundo mês consecutivo. Essa foi a primeira vez em seis anos que o resultado do período ficou abaixo de 18%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o indicador caiu 1,7 ponto percentual (p.p.), variando de 18,5% para 16,8%. O resultado só havia sido menor em 2015, quando marcou 15,1% (leia ao lado). 

O levantamento, elaborado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), também demonstra queda em relação a setembro, quando a taxa ficou em 17,7%. Em números absolutos, o total de desempregados na capital do país caiu de 297 mil para 278 mil nos últimos dois meses.

Paralelamente — o que pode ter impacto para os resultados —, a taxa de participação, que representa a proporção de pessoas a partir de 14 anos incorporadas ao mercado de trabalho, subiu para 65 mil, passando de 63,6% para 65,1% entre outubro de 2020 e o mês passado. Além disso, registrou-se abertura de 82 mil vagas nos últimos 12 meses. 

Social

Um destaque da pesquisa é impacto das oportunidades de emprego de acordo com o grupo social. As mulheres e a população negra continuam entre os mais afetados pela falta de oportunidades. A taxa de desemprego afeta 19,4% delas, contra 14,4% deles. Por critério racial, 24,1% dos pretos estão sem trabalho, contra 13,4% dos não negros.

As regiões administrativas mais impactadas pela ocupação são aquelas onde predominam rendas menores, segundo a PED. A queda mais considerável, em pontos percentuais, ocorreu nessas áreas (1,7 p.p.). Nas cidades do DF onde a população recebe salários mais altos, a variação foi discreta e ficou em 0,6 p.p. 

O número de ocupados chegou a 1,37 milhão no mês passado. O crescimento da taxa na comparação com outubro de 2020 se deu, principalmente, devido ao ramo de serviços (6,4%), de comércio e reparação (6,2%), bem como da construção (14,3%), cujo impacto se deu de maneira considerável. Na administração pública, também houve aumento do número de contratados, com alta de 7,2% nesse intervalo. No setor privado, houve ligeira elevação no número de assalariados com (0,4%) e sem carteira de trabalho assinada (3,1%).

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