SELO CORONOVAVIRUS

Terceira dose para 18 anos

Anúncio foi feito pelo governador Ibaneis Rocha ontem, nas redes sociais. A medida passa a valer a partir de segunda-feira. Para receber o reforço, a pessoa deve ter completado o ciclo há cinco meses. Hoje, tem mutirão

Cibele Moreira
postado em 27/11/2021 00:01
 (crédito: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
(crédito: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

O governo do Distrito Federal ampliou para 18 anos ou mais o público-alvo para receber a dose de reforço (D3) da vacina contra a covid-19. O anúncio foi feito pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), ontem, pelo Twitter. De acordo com o chefe do Executivo local, a medida, que passa a valer segunda-feira, foi possível com a chegada de 86.580 unidades da Pfizer destinadas para a terceira aplicação, na última quinta-feira.

Apesar do comunicado, a população mais jovem da capital terá que esperar um pouco mais. O intervalo entre a segunda e a terceira dose, adotado no DF, é de, no mínimo, cinco meses. A população abaixo dos 29 anos iniciou a imunização contra o novo coronavírus em agosto — completando o ciclo vacinal entre outubro e novembro. Ou seja, entre março e abril de 2022 é que poderão receber o reforço.

"O Ministério da Saúde vai nos encaminhar as doses de forma gradativa para atendermos ao público que for completando esse período de cinco meses após a segunda dose", escreveu Ibaneis Rocha no Twitter. No mesmo dia, autoridades sanitárias demonstraram preocupação com nova variante do novo coronavírus, identificada como B.1.1.529, observada pela primeira vez na África.

A capital vacinou 2.280.467 pessoas com, ao menos, a primeira dose. O quantitativo representa 88,44% da população acima dos 12 anos. Com o ciclo vacinal completo, o DF conta com 1.946.792 imunizados (75,5%). Em relação a dose de reforço, foram aplicadas 206.274.

Para o epidemiologista Wildo Navegantes, o aparecimento da nova cepa do vírus era esperada. "A variante ômicron, classificada pela OMS como variante de preocupação, de fato emerge com um quadro inicial pouco descrito. A gente tem pouca informação sobre ela. Neste momento, o grande desafio é manter o maior número de pessoas vacinadas", destaca o especialista. "O principal mecanismo de controle é a cobertura vacinal alta. Independentemente da população e da faixa etária", finaliza.

Para ampliar o quantitativo de pessoas imunizadas, a Secretaria de Saúde promove, hoje, mais um Dia D de vacinação. O objetivo é alcançar o público que ainda não iniciou o ciclo, além de contemplar aqueles que estão no período para receber a segunda ou a terceira dose.

Transmissão

Apesar do avanço da vacinação, a taxa de transmissão da covid-19 segue subindo. O índice chegou a 0,82, o quarto aumento consecutivo registrado pela Secretaria de Saúde — há uma semana, o número era 0,72. O valor mostra que cada 100 pacientes com a doença podem contaminar, em média, 82 pessoas.

No último boletim epidemiológico, a secretaria registrou 75 casos da doença em 24h. Ao todo, a capital soma 517.608 infecções e 11.026 mortes por complicações da covid-19. Ontem, a pasta notificou seis óbitos.

Médica alerta golpista sobre vacinação

 (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Um homem tentou se passar pela infectologista do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Ana Helena Germoglio para pedir dinheiro aos amigos e aos familiares dela. Por mensagem, o golpista entrou em contato com os parentes e solicitou depósitos. Mesmo após a farsa ser descoberta, o suspeito enviou mensagens à médica e disse que está na cadeia.

No WhatsApp, com número registrado no DF, o golpista usou a foto da infectologista nas redes sociais e pediu dinheiro ao pai e ao irmão dela. Na mensagem, enviada ontem, o homem escreveu: "Oi, pai. Anota aí meu novo número. Pai, você pode depositar um dinheiro pra mim".

Desconfiado, o familiar ligou para a filha perguntando se, de fato, ela estava solicitando o dinheiro. "Meu pai estranhou rapidamente, porque sempre o chamo de 'painho'. E, também, pelo motivo de eu não pedir dinheiro. Isso gerou estranheza. Felizmente, ninguém depositou nada", relatou Ana Helena, ao Correio.

Ao saber do golpe, a infectologista entrou em contato com as pessoas próximas, alertou sobre a situação e falou com o golpista pelo WhatsApp, avisando que comunicou à polícia sobre o crime. Em resposta, o homem escreveu: "Prazer, meu nome é Ana, e o seu?". Aproveitando a conversa com o golpista, Ana alertou sobre a imunização contra a covid-19. "Se não vacinou, não perde a oportunidade. Amanhã (hoje) tem dia D novamente", informou ao homem.

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