Pandemia

Ao menos 930 mil pessoas estarão aptas a se vacinar com 3ª dose no DF, em janeiro

Após anúncio do Ministério da Saúde de reduzir para quatro meses o intervalo entre segunda e a terceira aplicação da vacina contra a covid-19, DF aguarda nota técnica do governo federal. Público acima de 30 anos estará no prazo para receber reforço no próximo mês

Jéssica Eufrásio
Pedro Marra
postado em 19/12/2021 06:00 / atualizado em 19/12/2021 15:19
 (crédito: Ed Alves/CB)
(crédito: Ed Alves/CB)

A imunização contra a covid-19 vai ganhar um importante reforço no Distrito Federal. Isso porque ao menos 930 mil pessoas estarão aptas a receber a terceira dose contra a doença em janeiro. A estimativa, calculada pelo Correio, tem base em informações da Secretaria de Saúde (SES-DF) e leva em conta o anúncio do governo federal de reduzir de cinco para quatro meses o intervalo entre a segunda e a terceira aplicação.

Considerando-se que, de 1º a 31 de julho, o público de 30 a 48 anos pôde iniciar o ciclo vacinal, a expectativa é de que, durante todo o mês que vem, essa parcela da população volte pela terceira vez aos postos de atendimento do DF. Além disso, caso a medida passe a valer até o fim deste ano, os brasilienses com mais de 49 anos — estimados em 726 mil pessoas — poderão terminar 2021 com as três doses no braço, caso tenham tomado a primeira até 1º de julho.

Os dados levantados pela reportagem tiveram como base as datas de início do atendimento à população divulgadas no site da SES-DF, bem como um intervalo de até dois meses entre a primeira e a segunda dose. O Correio pediu números precisos à pasta, mas não teve retorno até a mais recente atualização deste texto.

Preocupação

A nova variante ômicron é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma cepa preocupante, pela alta taxa de transmissibilidade. O temor é uma nova explosão do número de casos colapsar o sistema de saúde. O infectologista Hermerson Luz destaca que, mesmo com estudos que mostram diagnósticos clínicos brandos, os sintomas são um pouco diferentes das manifestações anteriores do vírus.

Segundo o médico, ainda não há motivo para preocupação com a transmissão comunitária da variante no DF, porque as pessoas diagnosticadas até o momento não tiveram histórico de exposição na capital federal. "Se elas tivessem se infectado com alguma pessoa que não tiveram contato durante a viagem, poderia se configurar a transmissão comunitária, o que ainda não acontece", ressalta.

Para ele, os mais de 81% da população com ciclo vacinal completo na capital podem minimizar os efeitos provocados pela nova variante. "Os países que têm enfrentado grandes números de casos têm baixa cobertura vacinal, o que não é nosso caso", analisa. O infectologista acredita que a população vai alcançar o estágio de imunidade coletiva mais rapidamente com a terceira dose.

Nesse sábado (18/12), em agenda oficial, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), amenizou a situação. "Vai ser tranquilo", acredita. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde do DF informou que segue as orientações do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI-MS): "Assim, a pasta aguarda nota técnica do órgão federal com as orientações, juntamente de um novo lote de doses de vacinas".

Na última sexta-feira (17/12), a pasta pediu que os passageiros do voo GOL-7735 — com saída de Cancún, no México, na noite de 12 de dezembro e chegada a Brasília na manhã seguinte — entrem em contato com o Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs-DF), para receber orientações da equipe de vigilância epidemiológica a fim de evitar problema maiores.

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