CB.Saúde

"As crianças estão indo para a UTI", alerta imunologista acerca da covid-19

Ao todo, já foram registradas mais de 1.500 mortes de crianças em decorrência do coronavírus. Destas, mais de 300 estão na faixa etária dos 5 aos 11 anos

*Bernardo Guerra
postado em 07/01/2022 15:34 / atualizado em 07/01/2022 20:37
 (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A pediatra, alergista, imunologista e membro da diretoria da Sociedade de Pediatria do DF (SPDF), Cláudia Valente, foi a entrevistada do CB.Saúde desta sexta-feira, 7/1. Na bancada estava a jornalista Carmen Souza, mediando a entrevista do programa, que é fruto de parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília. O foco foi a vacinação infantil, a qual a pediatra ressalta ser segura e confiável.

"Se a vacinação foi autorizada pela Anvisa nessa faixa etária de 5 a 11 anos, e com embasamento de todas as sociedades médicas, Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Brasileira de Imunizações, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, todos os médicos, cientistas e pessoas que fazem pesquisas e estudam têm unanimidade em dizer que a vacina é eficaz e é segura”, explicou ela ao ser perguntada se os pais precisam se preocupar com algo acerca da vacinação infantil.

Valente adverte também que reações à vacina, como febre e dor no local da vacinação, são normais e não devem preocupar. "Quando você recebe uma vacina, o seu sistema imunológico tem que trabalhar, então você vai ter um mal estar, você vai ter febre, você vai ter dor no local, isso é esperado. O seu organismo vai estar trabalhando e produzindo anticorpos para que você se proteja se você tiver contato com o vírus e com uma infecção", detalha.

Em relação à mortalidade, a imunologista afirma que o número deveria preocupar os pais e ser um motivador para vacinar seus filhos. "A gente está falando de mais de 1.500 mortes de crianças no total, a gente está falando nessa faixa etária, especificamente, mais de 300 mortes, fora os que não morreram mas que têm aquela síndrome inflamatória que é muito grave. As crianças estão indo para as UTI", alerta.

Confira a entrevista completa abaixo:

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