ANIVERSÁRIO

Famílias de pioneiros de Ceilândia passam tradição de pais para filhos

Pioneira, a família de Cleide Rejane veio do busca de um sonho. Abriram uma papelaria, que hoje é tocada pela nova geração

Renata Nagashima
postado em 27/03/2022 00:01
Cleide Rejane e Cleison Lima, legado deixado pelos pais -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Cleide Rejane e Cleison Lima, legado deixado pelos pais - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Há 51 anos, Ceilândia começava a ser erguida e se transformava na casa dos moradores das invasões como a do IAPI, Bernardo Sayão e dos morros do Querosene e do Urubu. O legado desses pioneiros continua ainda hoje nos corações e mentes dos ceilandenses.

Pioneiros na cidade, os pais de Cleide Rejane Dantas Lima, 47 anos, foram realocados do IAPI para Ceilândia e viram na cidade a oportunidade de realizar o sonho de começar um negócio próprio. Júlio Marques Lima veio da Bahia, com a esposa Cleonice Dantas Lima, para trabalhar na construção da Nova Capital. "Tem dedo dele em todo lugar aqui. Inclusive, ajudou a construir o aeroporto", conta a filha orgulhosa.

Leia mais notícias no especial Ceilândia 51 anos

Quando recebeu a casa em Ceilândia, seu Júlio deixou o emprego em obras e abriu um dos primeiros bares da cidade. "Ele viu a escassez, não tinha comércio algum e começou com o bar, mas queria mexer com algo que atendesse a população", recorda Rejane. Logo o pioneiro fechou o bar e abriu um mercadinho. Após alguns anos, inaugurou uma papelaria com a esposa. Após o falecimento dos dois, Rejane e o irmão, Cleison Dantas, passaram a administrar o estabelecimento, que completa 39 anos neste ano. "É um negócio de família, passando por gerações."

O casal baiano veio em busca de mais oportunidades para criar os filhos. E foi em Ceilândia que os dois decidiram criar os filhos. Rejane recorda que acompanhou o desenvolvimento da cidade: "Fui vendo todas as mudanças, as ruas tomando formas, o nível de poder aquisitivo da população aumentando. Cresci com a Ceilândia. Tenho uma relação de amor. Minha vida e da minha família giram em torno daqui. É a cidade que eu amo."

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

CONTINUE LENDO SOBRE