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Adeus ao procurador Marco Bittar

Depois de ataque fulminante, jurista teve complicações cardíacas e morreu na madrugada de ontem. Ele deixa viúva, três filhos e cinco netos. Despedida será hoje, das 8h às 10h, no cemitério da Asa Sul

Edis Henrique Peres
postado em 28/03/2022 00:01
 (crédito: arquivo pessoal)
(crédito: arquivo pessoal)

Aos 76 anos de idade, morreu, na madrugada de ontem, o ex-procurador-geral da Justiça Militar de Brasília, Marco Antonio Pinto Bittar, depois de sofrer complicações de saúde em virtude de um ataque cardíaco. Dedicado e amoroso, Marco deixa a esposa Lúcia Maria, de 78 anos, com quem foi casado por 45 anos, teve três filhos e cinco netos. Ele foi internado em 10 de março no Instituto Cardiológico, após sofrer um infarto repentino.

"A saúde dele estava muito fragilizada. Os médicos explicaram que foi um milagre ele não morrer no mesmo dia do ataque fulminante. Ele lutou muito pela vida, mas, infelizmente, não aguentou", conta a filha caçula de Marco, Izadora Bittar, de 36 anos. Emocionada, ela destaca, sobretudo, o pai maravilhoso que o ex-procurador-geral foi para os filhos. "Ele era muito zeloso, daqueles que liga cinco, seis vezes, para saber se estava tudo bem. Era muito dedicado e inteligente, muito humano. Sempre ajudava, fosse alguém da família ou qualquer outra pessoa que precisava", pontua.

Uma das paixões de Marco, segundo Izadora, eram os netos. "Meu pai era alucinado por eles, brincava muito e dava toda a atenção, ficava preocupadíssimo se algum adoecia. Era muito presente na vida de todo mundo, na vida de toda a família", garante. A filha caçula confessa que a dor da perda é imensa e conta: "minha mãe está muito abalada, está sentindo muito essa perda. Meu pai era muito querido".

41 anos de amizade

Não apenas para os familiares mais próximos Marco era especial. Com um colega de profissão, o ex-procurador cultivava uma amizade desde 1981. José Carlos Couto de Carvalho, procurador-geral aposentado do Ministério Público Militar, 75 anos, afirma que os dois eram melhores amigos. "Estávamos sempre trocando confidências. Recentemente eu liguei para ele para contar umas novidades e foi quando a filha dele, a Izadora, me deu a notícia do infarto, desde então acompanhamos dolorosamente o quadro de internação", detalha.

A amizade dos procuradores nasceu na prestação do concurso para o Ministério Público Militar (MPM). "Durante nosso exercício no MPM fizemos uma grande amizade que durou até os dias de hoje, estivemos lado a lado como promotores de justiça. Começamos a atuar em São Paulo, fomos para o Rio de Janeiro e depois ele veio para Brasília, quando fomos promovidos. Ele contribuiu muito para o Ministério", salienta.

Os familiares e amigos se despedem hoje, das 8h às 10h, no cemitério da Asa Sul, na capela 9. 

Dedicação

Marco Antonio nasceu em 1946 no Rio de Janeiro e se formou em direito em 1972 pela Universidade Federal Fluminense. Entre os anos de 1977 e 1981 foi delegado da Polícia Federal, depois, chegou a dedicar-se um tempo ao magistério no ensino superior. Em 1981, foi empossado no cargo de procurador militar de 2ª categoria, inicial da carreira do Ministério Público da União perante a Justiça Militar. Em 1987 foi promovido a procurador militar de 1ª categoria e passou a oficiar em instância superior. Em 1992 assumiu o mais alto cargo da carreira, o de subprocurador-geral de Justiça Militar.

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