Entrevista | Rodrigo Delmasso | vice-presidente da Câmara Legislativa

Candidatura à vista

Ao CB.Poder, parlamentar comentou sua busca pela reeleição à CLDF e analisou o projeto do Republicanos para 2022

Eduardo Fernandes*
postado em 30/03/2022 00:01
CB.Poder recebe deputado distrital Rodrigo Delmasso, vice-presidente da Câmara Legislativa. -  (crédito:  Ed Alves/CB)
CB.Poder recebe deputado distrital Rodrigo Delmasso, vice-presidente da Câmara Legislativa. - (crédito: Ed Alves/CB)

Pré-candidato a reeleição como deputado distrital no DF, Rodrigo Delmasso, vice-presidente da Câmara Legislativa, destacou, ontem, ao CB.Poder — programa do Correio em parceria com a TV Brasília —, a sua intenção de concluir projetos já iniciados com a extensão gerada por um novo mandato.

Em entrevista à jornalista Ana Maria Campos, Delmasso ainda comentou as movimentações eleitorais na capital federal, onde o partido Republicanos discute a possível renovação da chapa ao governo para 2022. "Acredito que o Paco, se o governador assim escolher, é uma excelente opção", afirmou.

Nesta segunda-feira, o Republicanos recebeu dois ministros importantes do governo Bolsonaro. Tarcísio Gomes de Freitas e Damares Alves. Quais são os planos do Republicanos
para os dois?

O ministro Tarcísio é o candidato ao governo do estado de São Paulo pelo Republicanos. Acredito que ele terá êxito em sua eleição, tendo em vista que, nas pesquisas de São Paulo, aparece em segundo lugar, sem sequer realizar algum tipo de campanha. A ministra Damares vem para aumentar a bancada do presidente Bolsonaro. Acredito que ela será candidata pelo estado do Amapá ao Senado.

Quando foi confirmada a entrada de Damares no Republicanos, houve uma grande especulação de que poderia ser candidata no DF. Se ela fosse candidata ao Senado, poderia atrapalhar a candidatura da
deputada Flávia Arruda?

Eu não acredito que o movimento do presidente Bolsonaro vem ofuscar o projeto da Flávia Arruda. Ela é ministra do Governo e tem uma eleição para o Senado muito bem encaminhada no Distrito Federal. Para a ministra Damares, o espaço seria para a candidatura a deputada federal. Mas sabemos que a ministra tem uma aceitação grandiosa no Amapá. Acredito que, estrategicamente, o presidente deve colocá-la como candidata ao Senado, no Amapá.

Acredita que o Republicanos consegue eleger dois deputados federais?

Isso vai depender da chapa que será montada. Estou acompanhando isso de perto, acredito que o Republicanos pode fazer dois deputados federais. Quem são, dependerá de quem tiver mais votos. Nós temos o Julio, o Gilvan e o Paulo Fernando, que foi candidato na eleição passada, salvo engano, pelo PTB, e está conosco no Republicanos.

O senhor vai disputar o novo mandato a deputado distrital?

Eu sou pré-candidato à reeleição, novamente. Penso que precisamos consolidar alguns trabalhos que estamos fazendo na Câmara Legislativa. Dos quatro anos de mandato, dois foram focados na resolução de problemas da pandemia. Em seguida, participei do debate em relação à vacina, defendendo a vacinação em massa e todas as medidas sanitárias de proteção às pessoas no DF. Dois anos trabalhando intensamente, no qual aprovamos projeto de lei de remanejamento orçamentário. Agora, precisamos facilitar a retomada da economia na nossa cidade. Apresentei um novo projeto, que virou Lei, que cria o complexo logístico de importação e exportação no DF. Acredito que essa é a vocação de Brasília, que está no centro do país. Esse complexo serve para atrair as empresas de logística e para manter aquelas que temos, com o único objetivo de gerar empregos.

Qual é a pretensão do Republicanos nessa chapa que vai ser encabeçada pelo governador Ibaneis?

A chapa majoritária tem o governador, o vice, o senador, o primeiro suplente e o segundo suplente do Senado. O Republicanos gostaria de contribuir na chapa majoritária, mas penso que essa definição vai partir do governador e também da ministra e deputada Flávia Arruda. É muita pretensão para qualquer partido político falar que quer vaga de vice ou suplente. Isso porque quem decide é o titular.

 

Muita gente pensa que o vice-governador Paco Britto, pelo seu comportamento, por ser leal ao governador Ibaneis e por não querer fazer sombra a ele, seria um bom vice para continuar. Qual a sua opinião?

Eu comparo o vice-governador ao vice-presidente Marco Maciel. É o perfil de vice que qualquer governador gostaria de ter. Não atrapalha. Quando é preciso chamar, ajuda a resolver os problemas. É uma pessoa que agrega com todo mundo, transita, principalmente, com os segmentos que estão dentro da composição do governador Ibaneis. Os segmentos que eu digo são os partidos políticos, mesmo porque ele também é presidente de partido e está nessa questão há muito tempo. Acredito que o Paco, se o governador assim escolher, é uma excelente opção.

Qual sua opinião sobre o que já se consolidou como candidaturas adversárias ao governador Ibaneis?

O PT lançou Rosilene como pré-candidata ao governo do Distrito Federal. Mesmo que o senador Reguffe não tenha anunciado que sairá candidato a governador, acredito que ele virá. Esse movimento de ir para o União Brasil demonstra essa situação. O senador Izalci também lançou sua candidatura ao governo pelo PSDB e também temos a senadora Leila. Na minha visão, são esses que estão postos.

*Estagiário sob a supervisão
de Layrce de Lima

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