ELEIÇÕES 2022

Secretários do GDF preparam saída para concorrer a cargos em outubro

Regulação eleitoral prevê que gestores deixem funções no governo até sábado (2/4). Pelo menos sete secretários de Ibaneis devem pedir exoneração

Ana Maria Campos
postado em 31/03/2022 06:01 / atualizado em 01/04/2022 21:11
 (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)
(crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)

Dos 31 integrantes do primeiro escalão do governo Ibaneis Rocha, pelo menos sete devem se desincompatibilizar para concorrer nas próximas eleições e ajudar o chefe no projeto de reeleição. Eles precisam entregar os cargos até este sábado (2/4). 

Advogado como Ibaneis e também com atuação na OAB-DF, o secretário de Atendimento à Comunidade, Severino Cajazeiras, vai disputar mandato de deputado federal pelo Pros. Na última eleição, ele concorreu a um mandato de deputado distrital, teve 3,1 mil votos e não se elegeu. No governo Ibaneis, exerceu cargo de visibilidade. Vai com mais chance agora.

Um dos secretários mais próximos de Ibaneis, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gilvan Máximo, também quer um mandato de deputado federal. Com base entre evangélicos e setor produtivo, ele está filiado ao Republicanos. Também pode ter votos no Entorno, já que atou secretário Extraordinário para o Entorno do DF no governo de Marconi Perillo (PSDB), entre 2011 e 2014. Assim que deixou o cargo, concorreu a deputado federal e obteve 58.466 votos, mas não se elegeu.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, está no páreo por uma vaga de deputada federal. Mulher do advogado Gustavo Rocha, chefe da Casa Civil do DF, Marcela desenvolveu um trabalho voltado para o consumidor, idoso, crianças em situação de risco e igualdade racial. Para disputar as eleições, ela escolheu o PL, partido da ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Flávia Arruda.

Outras duas mulheres que devem concorrer são as secretárias de Defesa dos Direitos da Mulher, Ericka Filippelli, e de Turismo, Vanessa Mendonça. As duas são pré-candidatas a deputada distrital. Ericka deixou o MDB para não trombar na disputa eleitoral com o sogro, Tadeu Filippelli, que também concorrerá a um mandato de deputado distrital. Ela já declarou que está totalmente engajada na reeleição de Ibaneis. Nos últimos dias, Ericka conversou com dirigentes de vários partidos, mas ainda não ingressou em nenhuma legenda. Já Vanessa está fechada com o MDB.

Deputado distrital pelo Republicanos, Martins Machado reassumiu o mandato na Câmara Legislativa para concorrer à reeleição. Em 2018, ele foi o candidato mais votado. Teve 29.457 votos com apoio da Igreja Universal do Reino de Deus. Agora volta, ainda pelo Republicanos, mas com a bandeira de ter atuado na Secretaria Extraordinária da Família.

O grande mistério no governo é a permanência ou não do secretário de Governo, José Humberto Pires. Ele diz que ainda não tomou uma decisão sobre filiação e desincompatibilização. Ele é considerado um coringa, que pode entrar em qualquer posição nas eleições. Mas o prazo para essa decisão termina sábado, deadline para quem quer concorrer. O Pros é um partido à espera de José Humberto. Nos últimos dias, no entanto, ele está envolvido em questões familiares.

 

  • Gilvan Máximo
    Gilvan Máximo Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
  • Vanessa Mendonça
    Vanessa Mendonça Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
  • Ericka Filippelli
    Ericka Filippelli Foto: Ed Alves/CB/D.A Press
  •  Severino Cajazeiras
    Severino Cajazeiras Foto: Daniel Alves/CB/D.A Press

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