Investigação

Coronel: da prisão ao hospital

Darcianne Diogo
postado em 11/04/2022 00:01
 (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

A audiência de custódia do coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Edilson Martins da Silva, 47 anos, suspeito de estupro contra um jovem de 21 anos, prevista para ocorrer hoje, deve ser adiada. Isso porque o policial está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital particular da Asa Norte, depois de alegar mal-estar e lesão no nariz em decorrência da situação ocorrida no sábado, em um motel de Taguatinga Norte. Já o outro envolvido, que também foi detido por porte de arma, disparo e dano, passará por audiência hoje.

Como consta no ofício da PMDF registrado ontem, o coronel não chegou a ser recolhido ao Núcleo de Custódia Policial Militar (NCPM), na Papudinha, pois, ao passar por exame de corpo delito no Instituto de Medicina Legal (IML), relatou estar passando mal e foi encaminhado à UTI do hospital sob escolta policial. O documento foi assinado pelo corregedor-geral da corporação, Valtênio Antonio de Oliveira.

No documento de pedido de internação protocolado no hospital, o qual o Correio teve acesso, o policial afirmou ser dependente de drogas e, ao se referir ao episódio no motel, alegou ter sofrido episódio de perseguição, seguido de surto psicótico. Disse, ainda, sofrer de depressão e esquizofrenia, ouvir vozes, sentir medo e ter pensamentos suicidas. Os médicos solicitaram a transferência de Edilson para um leito de UTI em caráter emergencial, sem previsão de alta hospitalar.

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