Entrevista/ Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura do DF

Celebração de 62 anos começa hoje

Ao CB.Poder, secretário adianta que são esperadas 5 mil pessoas no aniversário de Brasília. Programação termina no domingo

Eduardo Fernandes*
postado em 19/04/2022 00:01
 (crédito: Ed Alves/CB/D.A. Press)
(crédito: Ed Alves/CB/D.A. Press)

Apresentações, música, piquenique e uma onda cultural em grande estilo para celebrar os 62 anos de Brasília. Em entrevista à jornalista Ana Maria Campos, o secretário de Cultura do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, falou sobre as ações no decorrer da semana, com encerramento no domingo. Sorria, Brasília é o nome da comemoração, que, segundo o titular da pasta, remete a uma fase de mais tranquilidade da capital do país em relação à pandemia. "Estamos fazendo uma programação muito diversificada, para preencher o dia do público, da sociedade, em todos os recantos do DF", adiantou, ontem, ao programa CB.Poder — parceria do Correio com a TV Brasília.

Estamos há poucos dias do aniversário de 62 anos de Brasília. Qual a programação que a Secretaria de Cultura preparou para esta semana?

Vamos começar, amanhã (hoje), uma programação inteira e extensa até domingo, com muitas atividades. Não estamos fazendo naquele modelo de comemoração com apoteose. Estamos fazendo uma programação muito diversificada, para preencher o dia do público, da sociedade, em todos os recantos do DF. Estamos batizando essa comemoração de Sorria, Brasília, porque podemos tirar a máscara um pouco. Ainda tem alguns cuidados, é preciso ter algumas cautelas, existem protocolos a serem obedecidos. No mais, estamos podendo sorrir. Estamos sentindo isso na cidade e queremos corresponder à altura.

Dê alguns exemplos. Teremos shows ou apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional?

Está acontecendo uma programação bem intensa, na Concha Acústica, que é um dos equipamentos que temos orgulho de ter trazido de volta. Agora que as chuvas estão se despedindo, teremos muitas atividades na Concha, com shows. Também teremos programação de cinema ao ar livre, que já se encontra à venda. No aniversário de Brasília, teremos uma programação muito especial, inclusive, com
shows. No dia 21, o que temos como apoteose, é uma tarde cultural no Eixo (Monumental), localizada na antiga Funarte, no Eixo Cultural Ibero-americano. Teremos um grande concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional no final da tarde. Vai ser muito bonito. Esperamos uma presença grande do público, com estimativa de 5 mil pessoas. Vai ter espaço para todo mundo e será muito bacana. Teremos, também, apresentação de orquestras populares de Brasília. A programação começa de manhã, no gramado do Eixo, com um grande piquenique, desenhaços e atrações para o público infantil. Eu estarei lá, desenhando com a população.

Haverá alguma medida de segurança em relação à pandemia?

Sim, precisamos ter cuidado. Precisamos lembrar que existe um decreto em vigor, que será obedecido. Por exemplo, o que for show, para ter acesso, deverá ser apresentado o comprovante de vacinação. É bom que as pessoas tenham o cartão ou o documento via celular. Teremos uma entrada disciplinada nesse sentido. Precisamos ter os cuidados como cidadãos, e o Governo do Distrito Federal (GDF) tem esse cuidado. O governador Ibaneis é muito preocupado com isso. Nós, então, estamos seguindo alguns protocolos e é recomendado que seja assim. Não desapareceu totalmente (a pandemia), ainda temos dados registrados diariamente.

As pessoas com interesse em apresentar projeto para participar da festa de São João devem procurar a Secretaria?

É uma via de mão dupla. Vamos conversar, para que possamos atuar de uma forma organizada. Será uma festa que vai atrair um grande público, sobretudo, nas regiões administrativas, que conta com uma presença muito forte dos nordestinos. O São João está muito caracterizado, embora seja uma festa nacional. Vamos procurar esse pessoal, que também está nos procurando. Tive contato com dois membros dessa área, e o nosso interesse é proporcionar um belo São João para Brasília.

Sobre o Teatro Nacional, como estão as obras e o projeto de reestruturação?

Tivemos, no final do ano passado para o início deste — Brasília inteira acompanhou com alívio isso — a decisão do governador de fazer com que o financiamento para a reforma de recuperação da Sala Martins Pena ocorresse por meio de recursos do próprio Governo do Distrito Federal (GDF). Esses recursos estão na Secretaria. Lançamos o edital para ter o resultado divulgado em 4 de março. No dia 3, tivemos uma liminar expedida pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF) suspendendo o edital. Essa liminar foi provocada por uma das concorrentes ao edital, uma empresa do nordeste, que questionou alguns aspectos. A boa notícia é que, na quinta-feira, a Novacap enviou para o TCDF a conclusão das respostas dos questionamentos que foram apresentados. Fizemos todo o dever de casa, e está nas mãos do Tribunal para revogar.

Toda grande licitação tem questionamentos de empresas concorrentes. Isso acaba atrasando todo o processo?

Esperávamos que houvesse algum questionamento, mas me surpreendi com a liminar, porque provocou essa demora. Esperamos retomar isso o mais breve possível, para que este ano, sem falta, e ainda neste semestre, comecemos essas obras de recuperação do Teatro.

*Estagiário sob a supervisão de Guilherme Marinho

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