CRIME

Preso por vender pornografia infantil

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Jéssica Gotlib
postado em 20/04/2022 00:01
 (crédito: Polícia Civil/Divulgação)
(crédito: Polícia Civil/Divulgação)

Um homem de 22 anos foi preso, na manhã de ontem, acusado de vender pornografia infantil em grupos do aplicativo Telegram. A operação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/PCDF) foi batizada de "Black Pack" e chegou até o suspeito depois de um trabalho de monitoramento do compartilhamento das imagens criminosas em meios digitais.

Segundo o delegado Dário Freitas, o suspeito vendia arquivos de crianças e adolescentes em situações diversas. "É uma coisa horrível que ninguém gosta de falar, mas acontece. Tem imagens de crianças de dois anos, de oito anos, adolescentes se masturbando para a câmera", detalhou em entrevista ao Correio.

Nos anúncios do material, o acusado dizia ter imagens de mulheres adultas famosas, como Mc Mirella, Sabrina Sato, Selena Gomes "e outras 1.600 famosas do Insta". Ele também fazia referência à rede social de pornografia OnlyFans e dizia que o cliente poderia escolher a mulher que desejasse ver por R$ 5, e receberia uma galeria com 30 imagens.

Em outra postagem, ele falava sobre a possibilidade de vender 'cp'. Segundo o delegado, cp é a sigla criminosa para child porn, que quer dizer pornografia infantil em inglês. Para esses pacotes, o acusado não anunciava o preço e pedia aos interessados que o chamassem por mensagem privada para mais informações. 

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem não era responsável por produzir o conteúdo pornográfico, atuava como um atravessador de vídeos e fotos. Ele comprava para revender ou conseguia em outros fóruns e grupos da internet. O acusado está preso e deve aguardar o julgamento na cadeia, sem possibilidade de pagamento de fiança.

O delegado explicou, ainda, que o próximo passo da operação é a busca por identificar compradores e outros vendedores. De acordo com ele, essas pessoas também serão criminalmente responsabilizadas, uma vez que comprar e, até mesmo, armazenar pornografia infantil são delitos previstos em lei. A pena, para quem vende é de até seis anos de prisão, e para quem compra, de até quatro.

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