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Entregas em três regiões do DF

Nos 62 anos de Brasília, o governo reabre o Catetinho, libera a circulação de veículos no centro de Taguatinga e regulariza o Clube Vizinhança, além de premiar personalidades da cultura

Thais Moura
postado em 22/04/2022 00:01
 (crédito: Thais Moura/CB/D.A. PRESS)
(crédito: Thais Moura/CB/D.A. PRESS)

No aniversário de Brasília, celebrado ontem, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) reabriu o Museu do Catetinho, fechado há dois anos na pandemia, para visitação do público, entregou a escritura do Clube Unidade Vizinhança da Asa Sul e liberou a pista que passa sobre o Túnel de Taguatinga para a circulação de veículos.

O resgate histórico do palácio de tábuas e a possibilidade de percorrer os espaços que deram origem à capital do país foram marcados por emoção. Agentes relevantes para o cenário cultural do DF foram homenageados. Entre eles, o editor dos cadernos Cidades, Diversão & Arte e da Revista do Correio Braziliense, José Carlos Vieira, que recebeu a Medalha do Mérito Distrital da Cultura Seu Teodoro. "Essa homenagem é um reconhecimento ao compromisso do Correio com a cultura da cidade", comemorou o jornalista.

O Catetinho foi totalmente revitalizado, mas ficou fechado nos últimos dois anos. Agora, está aberto para visitas gratuitas de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Para o governador Ibaneis, que fez a entrega do espaço, a reabertura marca a fase de superação que o DF vivencia. "Estamos em um momento de retomada, em um pós-covid ainda muito tenso, que esperamos ultrapassar de vez, mas a entrega do palácio do Catetinho é muito representativo. É uma memória que precisa ser relembrada", destacou Ibaneis.

O historiador e ator Sérgio Tavares, 67 anos, foi um dos primeiros a visitar o Catetinho após a reinauguração, ainda ontem. Emocionado, ele lembra que, em 1973, quando se mudou do Rio de Janeiro para Brasília, visitou o espaço e ficou encantado com os jardins. "Quando eu tinha 19 anos, havia uma crença de que, se você bebesse água do Catetinho, você ficaria em Brasília para sempre. Eu bebi dessa água, estou aqui até hoje, e acho que dei muita sorte, porque, depois disso, conheci minha esposa, formei uma família e fiz minha vida profissional", contou Sérgio. "Meu lugar favorito aqui é a área verde. Quando eu vou lá, consigo até imaginar o Juscelino tocando um violão sentado nas pedras que beiram a nascente, tem muita história aqui", brincou o historiador.

Legalização

O Clube Social Unidade de Vizinhança da Asa Sul foi regularizado após 61 anos de espera. Com a medida, o local passa a ter o direito de uso, e com isso, pode ter seu nome registrado na matrícula do imóvel. Na entrega da escritura, o governador Ibaneis disse que, em 2022, o Governo do Distrito Federal (GDF) espera avançar mais na questão legalização de clubes e de templos religiosos. "Esse processo de regularização é um processo que assumimos com compromisso muito forte com a cidade, pois era uma demanda que trazia muita insegurança jurídica a todos", afirmou.

A regularização foi possível graças a Lei nº 6.888, implementada este mês. A norma estabelece que entidades como clubes e templos poderão assinar com a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) um contrato de Concessão de Direito Real de Uso Sem Opção de Compra (CDRU-S) e, assim, garantir a ocupação regular gratuita do local pelo prazo de 30 anos, prorrogável por igual período.

Trânsito

A circulação de veículos na Avenida Comercial de Taguatinga, no sentido Norte e Sul foi liberada. O cruzamento que conecta as avenidas da região estava interditado desde julho de 2020, para a construção do Túnel de Taguatinga, mas a obra avançou, e, agora, os ônibus voltaram a fazer o trajeto original, passando da Comercial Norte para a Comercial Sul, cruzando a Avenida Central.

O secretário de Obras do DF, Luciano Carvalho, disse que, além de resgatar a normalidade do trânsito, a liberação da avenida deve fortalecer a economia e o comércio local. "A gente sabe que os carros e o transporte coletivos circulando geram mais frutos, não só para a mobilidade, mas também para o comércio por onde eles passam", explicou.

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