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Finalmente, a 3ª parcela do reajuste

Cerca de 150 mil servidores do Distrito Federal serão beneficiados com aumento, que deveria ter sido quitado em 2015

Carlos Silva*
postado em 03/05/2022 00:01
 (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Começa a ser paga, hoje, a terceira parcela do reajuste salarial para o funcionalismo público do Distrito Federal. São cerca de 150 mil servidores, de 31 categorias (veja tabela), que receberão o aumento que havia sido aprovada por lei em 2013.

Os acréscimos variam entre 5% e 22,2% e podem ser consultados no sistema da Secretaria de Economia, pelo Portal do Servidor, ambiente lançado em março. O valor da remuneração de abril com o reajuste está disponível no contracheque.

Em outubro do ano passado, a Secretaria de Economia estimava um impacto de mais de R$ 1 bilhão nas despesas com o pagamento dos novos salários.

Promessa antiga

Em 2013, o então governo Agnelo Queiroz (PT) havia anunciado a correção em três etapas, a proposta virou lei e foi sancionada. Entretanto, a terceira parcela, prevista para 2015, não foi paga pelo ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que alegou falta de recursos para o cumprimento da demanda.

Durante a campanha, o governador Ibaneis Rocha (MDB) prometeu que pagaria a terceira parcela, mas, ao assumir, afirmou que havia indisponibilidade orçamentária. Segundo a Secretária de Economia, o pagamento foi possível, agora, graças à aplicação de medidas de incentivo e desenvolvimento econômico desde o início da atual gestão.

Além disso, o fortalecimento fiscal, a atração de investimentos para o Distrito Federal e a preocupação com a qualidade do gasto público também foram responsáveis pelo cumprimento dos compromissos e, com isso, o aumento tributário.

Perda acumulada

O descompasso entre o que é pago e o que é necessário para fazer frente à inflação seria um problema crônico do setor público, como explica o professor de Economia da Universidade de Brasília Newton Marques. "Esse é um problema do segmento. Normalmente, não conseguem acompanhar a inflação para fazer os reajustes salariais. No lugar disso, utilizam como base a Receita Líquida real. Resultado: o funcionário perde".

*Estagiário sob a supervisão
de Juliana Oliveira

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