Homicídio /

PCDF investiga rixa e agiotagem

André Oliveira de Menezes, 39 anos, foi assassinado a tiros em frente a empresa de revenda de carros dele

Darcianne Diogo
postado em 04/05/2022 00:01
 (crédito: Material cedido ao Correio)
(crédito: Material cedido ao Correio)

Pessoas ligadas ao empresário André Oliveira de Menezes, 39 anos — assassinado a tiros em frente ao trabalho, em Santa Maria — começam a ser ouvidas hoje pelos investigadores da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) trabalha com duas linhas de apuração: rixa ou esquema de agiotagem. Antes da morte de André, criminosos assassinaram outras duas pessoas relacionadas a ele, incluindo o enteado Wesley Carvalho Martins, 26. O Correio apurou que, em 29 de maio de 2021, o pai de Wesley, o empresário Leonardo Dany Cartaxo Martins, 44, foi executado de maneira semelhante, no Lago Azul (GO), enquanto dirigia uma Amarok preta.

A informação foi confirmada ao Correio por um dos irmãos de André. Em entrevista, o homem, que preferiu não se identificar, afirmou que as três mortes são parecidas no modus operandi. André foi assassinado com, pelo menos, 10 tiros em frente à empresa a qual era dono, uma loja de revenda de carros, na AC 200. O empresário saía de uma festa no Lago Azul (GO) com destino à Santa Maria. Conduzindo uma Hilux prata, ele foi surpreendido com os disparos antes mesmo de descer do veículo.

Ao ser questionado sobre a motivação do crime, o irmão acredita que tenha sido por causa de ciúmes. "Ele era separado e teve uma mulher que ficava com ele e outro cara. É uma das hipóteses, mas não sabemos de nada ainda", disse. Separado e pai de quatro filhos, o empresário foi sepultado no Cemitério do Lago Azul ontem.

O crime

No trajeto do Lago Azul à Santa Maria, André foi perseguido. Ao estacionar a Hilux, foi rendido por dois criminosos. A dupla, que conduzia um Fiat Cronos preto, estacionou o carro para um deles descer e efetuar os disparos. O outro permaneceu no veículo para preparado para a fuga. Ao ouvir os tiros, um familiar, que estava em um campo de futebol sintético próximo ao local do assassinato, correu e socorreu a vítima. André foi levado ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A delegada-chefe da 33ª DP, Cláudia Alcântara, afirmou que o caso é tratado como homicídio. A PCDF trabalha com a hipótese de André ter se envolvido em um esquema de agiotagem, depois que um dos irmãos dele alegou à polícia que, 10 dias antes de ser morto, o empresário recebeu um bilhete com ameaças de um agiota. De acordo com a delegada, a vítima ganhou uma ação judicial contra o cobrador. "Ele teria pagado o valor a mais e, dessa forma, o juiz deu causa ganha. Mas, dias depois, ele recebeu essa ameaça. Não podemos descartar nenhuma linha. Tudo será investigado", frisou.

Duas mortes

Em 3 de janeiro deste ano, um enteado de André foi morto na mesma quadra, dentro de um carro preto. Wesley saía da casa da mãe, quando criminosos passaram em dois veículos brancos e efetuaram, ao menos, 13 disparos contra ele. O executor teria descido do automóvel para efetuar os tiros, segundo relataram testemunhas.

Wesley perdeu o pai da mesma maneira. O empresário Leonardo Davy foi morto no Novo Gama (GO), na madrugada de 29 de maio. A vítima conduzia uma Amarok preta e recebeu vários disparos de arma de fogo. A motivação e a autoria seguem em investigação.

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