Recanto das Emas

Começa a construção de novo bairro

Carlos Silva*
postado em 06/05/2022 00:01
 (crédito: Rafaela Martins/CB/DA Press)
(crédito: Rafaela Martins/CB/DA Press)

A ordem de serviço das obras de implantação do setor habitacional Tamanduá, no Recanto das Emas, foi assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), ontem. A construção da infraestrutura do local vai começar pelas quadras 7 e 8 — com a instalação de redes de água, drenagem, luz e saneamento; a pavimentação de ruas, estacionamentos e ciclovias; sinalização de trânsito e gramado. O empreendimento tem cerca de 140 hectares, com 1,5 mil lotes, e investimento de R$ 13,4 milhões. Houve, também, a entrega de um papa-entulho e da cobertura de duas quadras poliesportivas no Centro de Ensino Médio 111, na região administrativa.

Ibaneis Rocha destacou a importância do projeto, voltado para famílias em vulnerabilidade. "Essa é uma filosofia de governo, não só na parte da regularização, mas também criando espaços para moradias no Distrito Federal. Nós temos, aqui, um déficit muito grande de habitações e nós queremos trabalhar acabando com esse déficit ou, pelo menos, o diminuindo ao máximo", disse. "É um projeto social de grande relevância, porque todo o bairro, que será chamado de Tamanduá, é focado na vulnerabilidade e na população mais carente, a qual a política pública de habitação de interesse social deve se direcionar", completou o diretor imobiliário da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), Marcos Palomo.

Presidente da Codhab, João Monteiro detalhou como funcionará a mudança dos habitantes da antiga Favelinha e do Bananal para o novo empreendimento, que, em primeira etapa, atenderá 198 famílias. "Os moradores serão remanejados para esta área assim que for concluída essa parte — que está se iniciando hoje (ontem) — de infraestrutura de água, esgoto, drenagem e pavimentação", explicou.

Palomo frisou que o bairro receberá estruturas para que a comunidade tenha condições de se desenvolver no local. "Não dá pra gerar emprego sem gerar equipamento público comunitário, como escolas, delegacias de polícia, postos de saúde, etc. Esse é o pensamento moderno da criação de espaços urbanos", defendeu o diretor da Codhab.

* Estagiário sob a supervisão de Guilherme Marinho

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