O ex-senador Cristovam Buarque (Cidadania-DF) teve uma longa conversa, ontem, com a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), em um café da Asa Norte, e ouviu dela a explicação sobre o embate na federação do Cidadania-PSDB com o senador Izalci Lucas (PSDB-DF). Na conversa, Cristovam relembrou que advertiu o presidente nacional do partido, Roberto Freire, de que a federação deixaria o Cidadania a reboque dos tucanos. Por isso, ele votou contra quando o tema foi debatido na legenda. Agora, Cristovam se compromete a ajudar Paula, com o propósito de buscarem uma aliança em torno da candidatura do senador José Antônio Reguffe (União) ao governo. "Se saírem todos separados, daremos a vitória para Ibaneis, que se uniu com Arruda", avisa Cristovam. A conversa contou com a presença de Marcelo Aguiar, que integra a executiva regional da federação. Paula se lançou candidata ao Buriti, mas as negociações continuam.
Disputa na base de Lula
Leandro Grass (PV) conversou longamente com Keka Bagno (PSol), em busca de um entendimento para que sigam juntos. Não deu certo. Pré-candidato da federação PT-PV-PCdoB ao GDF, Grass queria que Keka, da federação PSol-Rede, declarasse apoio ao projeto dele no primeiro turno. Ela não topou. A avaliação na campanha de Grass é de que Keka sabe que não ganha, mas tem dois objetivos: ajudar na reeleição do deputado distrital Fábio Félix (PSol) e se fazer conhecida para a próxima eleição. A estratégia dela tem sido bater em Grass.
Conciliadora
Pré-candidata a deputada federal, a professora Fátima Sousa (PSol) disse ao Correio que ainda acredita em uma união das chapas das federações PT-PV-PCdoB e PSol-Rede. Para ela, que foi candidata ao Palácio do Buriti em 2018, a aliança agora é bem improvável, mas não impossível.
Damares não se conformou com fim de candidatura ao Senado
Damares Alves (Republicanos) não se conformou com a mudança nos rumos da chapa de Ibaneis. Lançada ao Senado, na semana passada, a ex-ministra terá dificuldades para ser aceita na disputa pela vaga de deputada federal, porque a presença dela embaralha outras candidaturas. Então, tudo se complicou. Damares disse a pessoas próximas que ficou muito chateada com a mudança, mas que respeita o presidente Jair Bolsonaro (PL). Não vai confrontá-lo. Acredita, no entanto, que Bolsonaro foi induzido ao erro. Flávia Arruda, na visão de Damares, não é imbatível e poderia ser derrotada com uma campanha forte. O Republicanos está, agora, sem rumo e sem espaço na chapa de Ibaneis. Mas as negociações continuam. O partido marcou a convenção regional para 27 de julho. Mas vai delegar a decisão para a executiva nacional, que só fechará questão em 15 de agosto.
Exames
Depois de toda a confusão, Damares Alves se internou ontem em hospital para uma bateria de exames.
Atropelados
Entre integrantes do Republicanos, o comentário nos últimos dias tem sido: "Bolsonaro nos atropelou, e estamos na UTI. Precisamos nos recuperar antes de decidir um novo caminho".
Convenção em agosto
O União Brasil marcou a convenção regional para 3 de agosto, a dois dias do prazo final. Na data, o senador José Antônio Reguffe (União) será lançado candidato ao governo. Dois dias depois, o partido oficializa a candidatura de Luciano Bivar à Presidência da República.
Sem acordo
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o presidente nacional em exercício do União Brasil, Antônio Rueda, têm conversado sobre uma possível aliança dos partidos no DF. Uniria os senadores Leila Barros (PDT) e Reguffe (União). Mas nenhum dos dois quer ceder a candidatura ao GDF.
Drones para combater
crimes eleitorais
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) contará com drones cedidos pela Polícia Federal para fiscalização da propaganda eleitoral e de outros crimes eleitorais nos fins de semana da eleição. Foi um pedido do presidente do TRE-DF, desembargador Roberval Belinati, atendido pela delegada Mylena Lecy Martins da Costa, chefe da Delegacia de Defesa Social e Institucional da Polícia Federal. "Os drones oferecidos pela Polícia Federal serão utilizados na fiscalização das eleições por policiais federais, especialmente nas áreas de fronteira do Distrito Federal, sobretudo para coibir o transporte ilegal de eleitores. E estarão a serviço da Justiça Eleitoral em todos os 610 locais de votação, para ajudar a combater a boca de urna, que não será permitida no pleito eleitoral."
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