TRÂNSITO

'Estudioso e cheio de sonhos', dizem familiares de menino morto em acidente

O começo do velório de Lucas Cavalcante Andrade, morto nesta terça-feira (16/8), foi marcado por revolta e pedido de justiças

Aos poucos, os familiares se aproximam e tentam consolar o luto de perder Lucas Cavalcante Andrade, um menino de 10 anos que teve os sonhos interrompidos, na madrugada desta terça-feira (17/8), após o carro em que estava com os pais ser atingido na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB) por um policial militar com sinais de embriaguez. Antes de o corpo chegar, a mãe do menino foi consolada por familiares. "Eu quero ver meu filho", repetia.

Com a chegada do corpo, as lágrimas não puderam ser contidas pelos familiares e amigos e a tristeza e saudade tomou conta da capela 2 do cemitério da Asa Sul.

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Em conversa com o Correio, o tio de Lucas, Wilton de Carvalho Souza, 54 anos, destacou que é difícil aceitar a perda sabendo que ela aconteceu por uma imprudência. "Uma pessoa que bebeu, ela assumiu o risco de matar. Os pais deles estão totalmente dilacerados. Depois do acidente, o pai teve uma crise nervosa, pedindo para salvar o Lucas", diz Wilton.

A criança chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), em estado grave, com hemorragia e traumatismo cranioencefálico (TCE). Algumas horas depois, ele não resistiu aos ferimentos.

Investigação


O PM Carlos Roberto de Carvalho Neto estava de folga, e dentro do carro foi encontrado uma garrafa de cerveja. O praça se recusou a fazer o teste de bafômetro e foi levado à 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas). O exame do Instituto de Medicina Legal deu negativo para alcoolemia, no entanto, o teste foi feito mais de cinco horas depois da colisão. A PM diz que seguiu os protocolos, mas a Polícia Civil defende que houve um "lapso de tempo" na ação dos agentes.

O caso segue sob investigação da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas).

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