Pandemia

Covid-19: Saúde confirma 14 casos da subvariante da ômicron no DF

De 31 amostras, 14 testaram positivo para nova subvariante no DF. Secretaria de Saúde analisa o comportamento do vírus. Especialistas indicam que variante é mais transmissível

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou, na manhã desta sexta-feira (11/11), 14 casos da subvariante BQ.1 na capital federal. A variante foi identificada pelo Laboratório de Saúde Central (Lacen), através de um sequenciamento genômico.

A pasta monitorava a situação no DF e trabalhava com a expectativa de que os resultados saíssem nesta sexta (11/11). Ao todo, 31 amostras foram analisadas pela equipe de vigilância epidemiológica, e 14 deram positivo para a variante.

No país, a nova subvariante foi identificada em cinco estados e registrou o primeiro óbito em São Paulo. A BQ.1 surgiu de uma outra subvariante, a BA.5, e é uma das 300 sublinhagens da ômicron, predominante no mundo.

“O laboratório segue trabalhando, ininterruptamente, junto à vigilância epidemiológica e analisando o comportamento do vírus em todo o território”, disse a SES, em nota.

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Especialistas opinam

O Correio noticiou, nos últimos dias, que 60 mil adolescentes — de 12 a 17 anos — não retornaram aos postos de saúde para tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19. Para a infectologista Joana d’Arc, baixas coberturas vacinais tendem ao aumento de casos e ao aparecimento de variantes resistentes aos esquemas vacinais.

"Comportamentos irresponsáveis podem trazer consequências bem ruins, como o aumento de casos. Sem falar que as reinfecções podem contribuir para um risco adicional de desenvolvimento de sequelas e diversas incapacidades, onerando ainda mais os serviços de saúde e diminuindo a qualidade de vida dos acometidos. Prevenção é sempre o melhor caminho. O caminho ideal é a vacinação”, afirma a especialista.

Estudos ainda iniciais apontam que a BQ.1 consegue “burlar” o sistema de defesa dos corpos humanos, sendo mais transmissível até em pessoas vacinadas, mas sem letalidade alta. A nova subvariante circula intensamente em países como França, Alemanha e Estados Unidos.

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