Violência

Estrangulada no DF, vítima de feminicídio foi morta na casa do suspeito

Eliésio Carvalho Ribeiro, suspeito de cometer o crime, teria convidado a vítima para ir à casa dele. O corpo de Amanda Santos Pereira foi encontrado na madrugada de quarta (14/12)

A jovem de 21 anos, vítima de feminicídio no Araponga, em Planaltina, manteve contato com o suspeito de cometer o assassinato por apenas dois dias conforme informações da polícia. Eliésio Carvalho Ribeiro, de 36 anos, fugiu após o crime e é procurado pela polícia. Amanda Santos Pereira foi encontrada sem vida na madrugada de quarta-feira (14/12), em frente a um supermercado, com marcas de violência no pescoço.

Ao Correio, o delegado-adjunto da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), Veluziano Castro, contou que a jovem havia terminado um namoro há dois dias, tempo em que conheceu o suspeito de assassiná-la. O homem, conhecido como "velho da carne", teria chamado Amanda para beber na casa dele, onde, segundo a polícia, os dois teriam usado cocaína. "Constatamos que a última vez que ela entrou em contato com uma amiga foi por volta das 22h, quando enviou um vídeo de dentro da casa dele", afirmou o investigador.

A polícia acredita que, durante a madrugada, o suspeito tentou manter relações sexuais com a vítima e, após a recusa, a estrangulou até a morte. O corpo de Amanda estava próximo a uma calçada, em frente à casa de Eliésio. Por volta das 5h, enquanto peritos colhiam provas, o homem saiu de casa normalmente e foi trabalhar como pedreiro em uma obra no Plano Piloto. A Polícia Civil segue em busca do suspeito. 

Após a identificação de Eliésio, os policiais civis obtiveram informações do local em que ele estaria escondido na região da Cidade do Automóvel, mas quando chegaram para capturá-lo, ele fugiu pulando os muros das residências.

Eliésio tem um histórico de crime contra a mulher. Ele é indiciado por lesão contra a ex-companheira. O homem também já foi apontado como autor de estupro. Quaisquer informações sobre a localização de Eliésio pode ser feita por meio de denúncia anônima pelo número 197 da PCDF.

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