Jornal Correio Braziliense

CB.Poder

Recursos para Educação fazem UnB ter boa expectativa com novo governo

Para a reitora da UnB, o alinhamento entre os discursos da instituição e do Executivo, bem como a liberação de recursos para a Educação, reforçam isso

Márcia Abrahão, reitora da Universidade de Brasília (UnB), tem boa expectativa com o posicionamento do novo governo. Convidada do CB.Poder — parceria de TV Brasília e Correio — desta terça-feira (3/1), ela afirmou que o alinhamento entre os discursos da instituição e do Executivo, bem como a liberação de recursos para a Educação reforçam isso. “Estamos com muita esperança e expectativa positiva”, afirmou.

Um dos primeiros pontos abordados na conversa com o jornalista Carlos Alexandre de Souza foi o orçamento de 2023 para as entidades de ensino superior. Segundo Abrahão, ainda é preciso recompor 2019, e a disponibilização de R$ 1,5 bilhão, após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da transição, pode fazer com que isso seja possível, caso seja redistribuído.

“Vai dar 30% a mais do que foi previsto pelo governo Bolsonaro. Porém, o anexo da lei orçamentária não foi colocado especificamente nas universidades, mas integralmente no Ministério da Educação (MEC). Agora precisamos dialogar com o Ministro Camilo Santana para que seja distribuído proporcionalmente”, explicou.

Para a reitora, o momento é de recomeço. Ela relembra ataques sofridos pelas faculdades públicas durante a gestão federal anterior. “A UnB é uma instituição de vanguarda, criada por Darcy Ribeiro com esse propósito, no entanto foi frontalmente atacada, quando nós fomos acusados de fazer balbúrdia. Ontem, a ministra (da Ciência e Tecnologia) Luciana Santos lembrou que nós não fazemos isso, mas produzimos conhecimento fundamental para o desenvolvimento do país”, recorda.

Pioneirismo brasiliense

Abrahão também comentou sobre a lei de cotas, da qual a UnB foi pioneira na aplicação. A acadêmica vê que ainda é preciso dar continuidade ao programa, com foco em facilitar a entrada no ensino superior e fazer com que os alunos permaneçam nele. “Nossa avaliação é que ainda devemos manter as cotas. Não é só aplicá-las para o ingresso, mas dar condições de permanência”, afirmou.

A reitora também destacou a produção de pesquisa na instituição, ressaltando o caráter multidisciplinar necessário ao avanço científico, principalmente no desenvolvimento sustentável. “A UnB tem excelência em várias áreas. Não existe separação, assim como não pode haver entre ciência básica e aplicada. É tudo conhecimento”, disse.

Confira o CB.Poder na íntegra:

*Estagiário sob a supervisão de Nahima Maciel

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