Jornal Correio Braziliense

Operação Huitaca

Neymar presta depoimento à PCDF em investigação de lavagem de dinheiro

Atleta foi ouvido na condição de testemunha. Investigações são conduzidas pela divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF).

Nesta quarta-feira (1°/2), o jogador de futebol Neymar Jr prestou depoimento à Policia Civil do Distrito Federal (PCDF) na condição de testemunha em uma investigação que apura crimes de extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro.

O caso é conduzido pela Divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) e está em sigilo. Por meio de nota, os investigadores confirmaram que Neymar da Silva Santos Júnior prestou depoimento. "A testemunha estava acompanhada de seus advogados e o depoimento foi colhido por videoconferência. Ele [Neymar] contribuiu com as investigações, que seguem em sigilo", diz o texto. 

Operação Huitaca 

A PCDF deflagrou a Operação Huitaca, na última sexta-feira (27/1). Na ocasião, policiais prenderam três pessoas. O principal do esquema é o empresário Eduardo Rodrigues Silva, que segue detido por tempo indeterminado. Eduardo é suspeito de usar criminosos como laranjas para movimentar grandes quantias em dinheiro vivo.

Nesta terça-feira (31/1), a Segunda Vara Criminal de Águas Claras, a pedido PCDF, converteu a prisão temporária do empresário em prisão preventiva. Também a pedido da PCDF foi prorrogada a prisão temporária, por mais cinco dias, de outros dois envolvidos, presos na sexta-feira (27/1). Eduardo é conhecido por vender joias a jogadores do futebol mundial, entre eles Neymar.

Nas redes sociais, era comum Eduardo aparecer ao lado de grandes estrelas do futebol mundial. O empresário chegou a vender ao craque uma corrente de ouro cravejada em diamantes, no valor de R$ 106 mil. Segundo as investigações, somente este negócio, efetuado em março de 2019, representou mais de 81% das operações da empresa.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão contra Eduardo, os policiais apreenderam diversas joias roubadas que, segundo a polícia, eram receptadas para serem revendidas.  A Justiça determinou o bloqueio das contas vinculadas a todos os quatro envolvidos no esquema que, somadas, ultrapassam R$ 15 milhões, além do sequestro de uma lancha e de veículos de luxo, como um Porsche e uma Rand Lover.