Homicídio

Acusado de matar mulher com esquizofrenia em 2021 vai a júri popular

Luciana Regina de Faria, 46 anos, foi sequestrada, assassinada e carbonizada no Recanto das Emas. A mulher foi sequestrada por um servente de pedreiro da cidade, que tentou concretar o corpo. O crime macabro ocorreu em agosto de 2021

Darcianne Diogo
postado em 02/05/2023 20:37 / atualizado em 02/05/2023 21:54
 (crédito: Reprodução)
(crédito: Reprodução)

Um crime macabro que chocou todo o Distrito Federal ganhará mais um capítulo. Em 31 de agosto de 2021, a portadora de necessidades especiais Luciana Regina de Faria, 46 anos, foi sequestrada, assassinada e carbonizada no Recanto das Emas. Nesta quarta-feira (3/5), Roberto Oliveira Santos será submetido a júri popular no Fórum do Recanto das Emas. O julgamento está marcado para começar às 9h. 

Luciana sofria de esquizofrenia e epilepsia. Em agosto de 2021, a mulher saiu de casa para ir à igreja e desapareceu. O paradeiro de Luciana estava incerto até o começo de setembro, quando policiais civis da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), que investigavam o caso, tiveram acesso às imagens das câmeras de segurança de uma rua próxima ao fórum da região.

O vídeo mostrava um homem, de 36 anos, arrastando um saco grande e envolto em um cobertor. Durante as investigações, os policiais descobriram que dentro do saco estava o corpo de Luciana. A mulher foi sequestrada por um servente de pedreiro da cidade, levada até à casa onde ele morava e assassinada. O homem ainda tentou concretar o corpo da vítima na parede para não deixar rastros. Como não conseguiu, levou o cadáver em um saco até a Quadra 206, perto do fórum e em meio à movimentação de pedestres, e ateou fogo.

O assassino tratava-se de um andarilho que, segundo as investigações, trabalhou na construção de uma obra próximo à casa de Luciana. Em fuga, o homem passou a morar em um albergue da cidade e chegou a pedir auxílio para o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para viajar para a Bahia. A partir disso e de denúncias anônimas, a polícia identificou e prendeu o autor.


Medo de homens

Após a localização do cadáver carbonizado, os investigadores chegaram à identidade de Luciana por meio de exame de DNA feito em 29 de setembro. À época, Juliana Faria, 30, irmã de Luciana, disse ao Correio que a irmã morava com ela e com a mãe e, pelo diagnóstico de esquizofrenia, recebia muita atenção e cuidado. “Minha irmã só rezava. Todos a conheciam, ela só ia para a igreja e tinha pavor de homem. Com certeza, ele a pegou quando ela estava indo na vizinha. Não consigo ter explicações para isso, só queremos que a justiça seja feita”, desabafou.

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