
Morreu, nesta terça-feira (5/5), Teresa Regina de Ávila e Silva, aos 63 anos. Ela é mãe do ativista brasiliense Thiago Ávila. A morte foi confirmada pelo Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF), órgão que tem como vice-presidente a agente de polícia Luana de Ávila, também filha de Teresa.
A causa da morte de Teresa está relacionada à Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença que enfrentou por anos. O quadro é responsável por afetar as células nervosas no cérebro e na medula espinhal. Dessa forma, compromete a perda progressiva do controle muscular, também famosa por ter acometido o físico teórico e cosmólogo Stephen Hawking. Informações sobre velório e sepultamento não foram divulgadas.
Em nota enviada ao Correio, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) lamentou a morte de Teresa Regina. "Minha solidariedade é ainda mais profunda ao considerar que este luto ocorre em um cenário de extrema angústia para a família, com a injustificável detenção de Thiago em Israel", declarou.
Kokay fez um apelo pela libertação do ativista: "É urgente que a dignidade e o direito ao luto sejam respeitados. Unimos nossa voz àqueles que pedem a libertação imediata de Thiago, para que ele possa atravessar esse momento de despedida junto aos seus entes queridos".
De acordo com a organização de direitos humanos Adalah, Ávila afirmou ter sido mantido em isolamento e com olhos vendados. Durante a abordagem, o ativista ainda sofreu agressões, com espancamentos que causaram desmaio. A prisão dele está prorrogada até domingo (10/5).
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