Tubo de ensaio

Fatos científicos da semana

Correio Braziliense
postado em 14/08/2020 21:48 / atualizado em 14/08/2020 21:48

» Segunda-feira, 10
Túmulo pré-hispânico encontrado no México
Arqueólogos encontraram um túmulo humano pré-hispânico no estado de Tamaulipas, no nordeste do México. Segundo os pesquisadores, o esqueleto é um dos primeiros do período a ser achado completo. “Depois da morte, aquele homem que devia ter entre 21 e 35 anos, foi colocado dentro de uma esteira (uma espécie de esteira trançada) com uma pequena cuia como oferenda”, informou o Instituto de Arqueologia e História Nacional (INAH), em comunicado. O corpo ficou enterrado por mais de um milênio. O esqueleto, sua posição e a relíquia de cerâmica que o acompanhava foram preservados. De acordo com o instituto, o homem pode ter vivido durante 400 e 700 d.C. A descoberta ocorreu no início do mês passado, durante os trabalhos para a fundação de uma cisterna. Recentemente, arqueólogos descobriram os restos de um antigo palácio asteca sob o Monte de Piedad, edifício emblemático no centro da Cidade do México.

» Terça-feira, 11

O desafio de criar o perfume da Lua sem ter pisado lá

 (foto: Georges Gobet/AFP - 29/7/20)
crédito: Georges Gobet/AFP - 29/7/20

Michaël Moisseeff não é astronauta. Nunca pisou na Lua. Mas assumiu, aos 66 anos, o desafio de reconstituir o cheiro do satélite natural da Terra, em seu laboratório, localizado no sudoeste da França. Conhecido como “escultor de aromas”, o geneticista dedicou a vida a desvendar os mistérios do olfato e a produzir, a partir de moléculas, todos os tipos de cheiros, fragrâncias e infusões. Ele reconhece que para recriar um cheiro é necessário ir ao local. Mas brinca que, para a Lua, a Cidade do Espaço de Toulouse, precursora do projeto, “não quis me pagar a viagem”. Ele, então, recorreu às descrições de vários astronautas que caminharam na Lua, como Neil Armstrong. “Na ausência de oxigênio na Lua, ele obviamente não conseguiu sentir o cheiro de nada, mas quando voltou ao módulo, o cheiro da poeira que havia ficado em seu traje o lembrou da pólvora negra queimada dos velhos rifles de seis balas”, afirma. Moisseeff decidiu explodir a substância em seus frascos. Após várias tentativas frustradas e alguns sustos, ele conseguiu capturar uma dose queimada.

» Quarta-feira, 12

Sapo brasileiro fiel às companheiras

 (foto: Celio Haddad/AFP)
crédito: Celio Haddad/AFP

Uma espécie de sapo brasileiro, encontrado na Mata Atlântica, o Thoropa taophora tornou-se o primeiro anfíbio registrado vivendo em um harém, onde o macho acasala com duas fêmeas e todos permanecem fiéis. A chamada poliginia é considerada o sistema de acasalamento mais comum entre os animais e foi encontrada em peixes ósseos, répteis, mamíferos, aves e mesmo em alguns invertebrados, segundo Fábio de Sá, zoólogo da Universidade Estadual de Campinas. Sá é um dos autores do estudo, publicado na revista Science Advances. Esses sapos preferem ficar em pedras e têm uma coloração marrom-avermelhada que os ajuda a se camuflar no ambiente. Os machos têm espinhos longos nos polegares, que usam em combate. Os pesquisadores constataram que os girinos eram todos meio-irmãos do mesmo pai e uma das duas mães e, a partir da observação, confirmaram que as relações de acasalamento eram de longo prazo. O arranjo parece ter benefícios para ambos os sexos.

» Quinta-feira, 13

O indício mais antigo de cremação no Oriente Médio

Descoberta em Israel a evidência de cremação mais antiga no Oriente Médio. O túmulo de cremação de 9 mil anos foi encontrado em Israel e, de acordo com um estudo publicado na revista Plos One, atesta uma relação totalmente nova com a morte na região. Segundo Fanny Bocquentin, arqueóloga e antropóloga do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), a descoberta revela uma prática totalmente nova em relação aos mortos da região, “onde prevalecia o culto aos ancestrais e os sepultamentos de longa duração”. Encontrado no Alto Vale do Jordão, o túmulo contém 355 fragmentos de osso humano que pertenceram a um jovem adulto (homem ou mulher), ferido alguns meses antes de sua morte. A ponta de uma flecha permanece no osso. A cremação teria sido realizada numa primavera entre 7.031 e 6.700 anos antes da era cristã. Resquícios de plantas revelam a presença de flores. Outros depósitos foram descobertos no local, sugerindo que a cremação pode ter sido uma prática frequente.

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