Pandemia

Orientação é principal ferramenta na volta às aulas presenciais, diz médica

Pediatra Nathália Sarkis falou ao CB.Saúde desta quinta sobre os principais cuidados que devem ser tomados por quem decidiu mandar os filhos de volta para as escolas

Correio Braziliense
postado em 29/10/2020 17:30
 (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Alguns estudantes da rede privada de ensino já voltaram às aulas presenciais no Distrito Federal. A retomada, com o vírus da covid-19 ainda em circulação, pode ser um momento delicado para as famílias e crianças. A chave para encará-lo com mais tranquilidade passa por dar uma orientação clara aos pequenos. Foi o que contou ao CB.Saúde — parceria do Correio com a TV Brasília —, nesta quinta-feira (29/10), a pediatra Nathália Sarkis.

“A gente fez uma avaliação sobre o risco de retornar à escola ou ficar em casa e (concluiu que,) para o desenvolvimento da criança, é melhor que ela retorne. Foram feitas algumas orientações para as escolas particulares, para elas retornarem. Por exemplo, o uso das máscaras, a higienização das mãos, o distanciamento das crianças, na medida do possível, dentro da sala de aula, e, principalmente, a orientação para a família sobre o que as escolas estão fazendo”, detalhou.

Segundo ela, as famílias precisam ter uma conversa franca com as crianças para explicar os riscos de contrair a covid-19 e as maneiras que existem até o momento para evitar a doença. Contudo, é necessário adaptar o assunto à idade e à maturidade de cada um. “O importante é a gente conversar de uma maneira bem lúdica e explicar a ela que está tendo um quadro viral, que o vírus pode estar presente nos brinquedos, na roupa do amigo e no próprio amiguinho. Que essa criança não pode abraçar, não pode beijar, mas ela pode cumprimentar a outra criança, de uma forma diferente, com os pés, tocando o cotovelo, as vezes só levantando a mãozinha”, exemplificou.

A médica ressaltou também que é importante ensinar à criança como colocar e como retirar a máscara para evitar contaminações. “E, principalmente, fazer a higienização correta das mãos. Preferencialmente com água e sabão, mas, se não for possível, com álcool 70%”, lembrou. Segundo Sarkis, a orientação para a hora do intervalo é que as crianças sejam levadas para um local ao ar livre, onde a contaminação é menor, e que, quando nas salas de aula, evitem ao máximo brincar juntas.

Confira a entrevista completa:

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