Clima

O novembro mais quente da história

Correio Braziliense
postado em 07/12/2020 21:37
 (crédito: Fabrice Coffrini/AFP - 11/8/20)
(crédito: Fabrice Coffrini/AFP - 11/8/20)


O mês passado foi o novembro mais quente registrado no mundo, anunciou o programa europeu Copernicus sobre a mudança climática. De acordo com as análises, as temperaturas de novembro de 2020 foram 0,77 grau Celsius mais elevadas que a média dos 30 anos compreendidos entre 1981 e 2010, e superaram em 0,13 ºC o recorde anterior, registrado em 2016 e 2019.

O período de 12 meses entre dezembro de 2019 e novembro de 2020 apresentou temperaturas 1,28 ºC superiores na comparação com a era pré-industrial, destacou o balanço climático mensal Copernicus. O período de 2015 a 2020 representa os seis anos mais quentes já registrados na história, um resultado que aproxima o planeta do primeiro limite estabelecido pelo Acordo de Paris sobre o clima, que completará 15 anos nesta semana.

O pacto, assinado em 2015 por quase 200 Estados que se comprometeram a reduzir as emissões de gases do efeito estufa, pretende conter o aumento das temperaturas abaixo de 2 ºC, e se possível abaixo de 1,5 ºC, para limitar o impacto devastador das tempestades, secas e outros episódios. Mas o planeta ganha, em média, 0,2 ºC a cada década desde o fim dos anos 1970, recorda o programa Copernicus.

Tendência

O aquecimento global está próximo de 1,2 ºC e 2020 não parece que vai mudar a tendência. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou, na semana passada, que 2020 deve ficar no pódio da lista de anos mais quentes. Os dados provisórios deixam o período, no momento, na segunda posição, atrás de 2016, mas a diferença é tão pequena que a classificação pode mudar. Ao adicionar os novos dados de novembro, “2020 está ainda mais perto do recorde de 2016”, destaca o balanço mensal Copernicus.

“Esses recordes estão de acordo com a tendência, a longo prazo, do aquecimento do planeta”, comentou Carlo Buontempo, diretor do programa europeu sobre mudança climática, que pediu aos governantes que “observem os recordes como sinais de alerta e busquem as melhores formas de respeitar os compromissos do Acordo de Paris”.

 

 

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