SAÚDE MENTAL

Confira os 5 mandamentos para ficar mais próximo da felicidade em 2021

Neste sábado (20/3), comemora-se o Dia Internacional da Felicidade, data criada pela ONU em 2012; veja dicas de especialistas para aumentar o bem estar diante da pandemia

Maíra Alves
postado em 20/03/2021 13:54
 (crédito: Inti Ocon/AFP)
(crédito: Inti Ocon/AFP)

Neste sábado (20/3) comemora-se o Dia Internacional da Felicidade. A data foi criada em junho de 2012 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de promover a felicidade e alegria entre os povos do mundo, evitando os conflitos e guerras sociais, étnicas ou qualquer outro tipo de comportamento que ponha em risco a paz e o bem estar das sociedades.

Contudo, desde o começo da pandemia causada pelo novo coronavírus, as pessoas não têm encontrado motivos para comemorar. O Brasil, inclusive, durante esse tempo, caiu nove posições no ranking global da felicidade, de acordo com o Relatório Mundial da Felicidade, elaborado pela empresa de pesquisas Gallup em parceria com a ONU. O ranking, que foi divulgado nesta sexta-feira (19/3), mostra que o país ocupa a 41ª posição entre 149 nações.

A pesquisa divulgada no começo de 2020 apontava o Brasil na 32ª colocação. Neste ano, as oito primeiras posições pertencem apenas a países europeus, como a Finlândia, Islândia e Dinamarca. A avaliação leva em consideração uma "variedade de medidas de bem-estar subjetivas", além de variáveis que medem condições econômicas e sociais. São elas: PIB per capita; apoio social; vida saudável; expectativa de vida; liberdade; generosidade e ausência de corrupção.

Os pesquisadores destacam, ainda, que os esforços dos governos a fim de frear a disseminação do vírus em seus países foram recompensados no ranking. A China, por exemplo, saltou do 94º lugar para o 19º, devido a forma como conseguiu controlar o avanço da doença. “As evidências mostram que o moral das pessoas melhora quando o governo age”, escreveram os editores do relatório.

Apesar do cenário de incertezas, especialistas acreditam que é possível, sim, ser feliz de forma individual e até elencam alguns comportamentos que podem ajudar na busca por esse sentimento. A professora de psicologia do Curso sobre a ciência da Felicidade da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, Laurie Santos, dá três dicas sucintas de como se sentir melhor durante esses tempos difíceis.

Socialize

Durante as aulas a docente explica que “pesquisas sugerem que pessoas felizes tendem a ser relativamente sociais”. Devido as recomendações de isolamento e distanciamento social, parece algo complicado a se fazer durante a pandemia. Mas a pesquisadora afirma que a tecnologia pode ser uma grande aliada para ultrapassar esse obstáculo. Plataformas de vídeo chamada podem ser uma maneira poderosa de conectar as pessoas. “Você vê as expressões faciais, ouve a emoção na voz, isso realmente ajuda a se conectar com elas”, destaca.

Ajude outras pessoas

Segundo a cientista, pessoas genuinamente felizes se concentram na felicidade de outras pessoas e não apenas na própria. “As pessoas felizes tendem a ser realmente orientadas para os outros”, explica Santos.

Pesquisas sugerem que ajudar ao próximo tende a aumentar o bem-estar individual. Gestos de gentileza, além de ter um efeito positivo na sociedade, também garante uma poderosa satisfação.

Esteja presente

Pratique a atenção plena. A meditação pode ser uma ferramenta para se chegar ao “aqui e agora”. “As pessoas felizes tendem a ser mais atentas – presentes no momento, percebendo o que está acontecendo com elas”, conta a pesquisadora.

Ter ciência do próprio corpo, respiração, sensações, faz as pessoas perceberem mais atentamente os detalhes que estão ao seu redor. A psicóloga Elaine Matos vai além sobre os benefícios da prática. “A meditação pode ajudar na redução da ansiedade e do stress, sentimentos comuns vividos por milhares de pessoas diariamente. Por ser uma prática relativamente simples, em que não há necessidade do uso de aparelhos, por exemplo, pode ser feita em qualquer espaço. O que torna o momento mais acessível a todos”, salienta Matos ao Correio.

Prolongue experiências positivas

Além das dicas apontadas por Santos, a psicóloga brasiliense acrescenta que experiências positivas devem ser sempre prolongadas, sejam elas no presente como no futuro.

“O planejamento das tão esperadas férias, por exemplo, pode se transformar em um momento prazeroso. Assim como ações diárias. Saborear a sua comida preferida, ou aproveitar aquela música que te acalma. São pequenas coisas que, quando somadas ao longo do dia, se transformam em autocuidado”, explica ela.

Durma bem

Por fim, mas não menos importante, uma ação essencial: dormir. Uma noite mal dormida pode significar um dia de stress e improdutividade.

O cérebro, diz a ciência, fortalece os circuitos neurais que melhoraram a acuidade mental e ajudam a regular o humor quando estamos acordados.

“Tente se manter longe das redes sociais e do celular no período da noite. Isso pode vir a atrapalhar a qualidade do seu sono. Se se sentir ansioso quando se deitar, escreva no papel as tarefas que precisará fazer no dia seguinte. A transcrição dos pensamentos nos ajudam a colocar as ideias em ordem. Seja grato a mais um dia. A vida adulta não deve ser sinônimo de infelicidade”, observa a especialista.

Não há fórmula mágica

Apesar de alguns comportamentos ajudarem as pessoas a se aproximarem da sensação, a psicóloga explica que o sentimento do “que é ser feliz” é muito individual e não necessariamente as dicas podem vir a dar certo com todo mundo. Caso a sensação de tristeza e fracasso permaneça latente de forma a atrapalhar a rotina, é recomendado a busca pelo serviço de um profissional da área de saúde, como terapeutas, psicólogos e até psiquiatras.

“É necessário cuidarmos sempre da nossa saúde física e mental. Uma não funciona sem a outra. Estamos passando por um cenário que pode vir a potencializar todos os nossos sentimentos, mas esse não é o único problema dos brasileiros. Problemas familiares, no trabalho, no casamento, continuam a acontecer. Então é importante buscar ajuda antes de chegar ao limite do esgotamento”, conclui a psicóloga Elaine Matos.

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