Vacina

Pfizer anuncia que vacina contra a covid-19 deverá precisar de reforços anuais

Reforço da vacina fabricada pela Pfizer/Biontech seria necessário a cada 12 meses, segundo CEO da empresa

Hellen Leite
postado em 16/04/2021 11:07 / atualizado em 16/04/2021 11:17
 (crédito: Thomas Kienzle/AFP - 12/2/21)
(crédito: Thomas Kienzle/AFP - 12/2/21)

O presidente e CEO da Pfizer, Albert Bourla, afirmou que as pessoas que receberam o imunizante "provavelmente" precisarão da terceira dose da vacina contra a covid-19, além de doses anuais de reforço a cada 12 meses. Bourla falou sobre o assunto durante um evento promovido pela CVS Health, grupo norte-americano que gerencia empresas de saúde, nos Estados Unidos. O pronunciamento aconteceu no início de abril, mas as entrevistas só foram divulgadas na quinta-feira (15/4).

“Um cenário provável é que haja a necessidade de uma terceira dose, algo entre seis e 12 meses e, a partir daí, haverá uma vacinação anual, mas tudo isso precisa ser confirmado. E, novamente, as variantes terão um papel fundamental [no processo]", disse Bourla. "É extremamente importante minimizar o número de pessoas vulneráveis ao vírus", finalizou.

A Pfizer atualizou os dados sobre a sua vacina no início de abril. Segundo a empresa, o imunizante, desenvolvido em parceria com a BioNTech, se mostrou 91,3% eficaz na prevenção da covid-19 e não apresentou problemas de segurança em um prazo de até seis meses.

O estudo também indicou que o produto ofereceu proteção em 100% dos casos na África do Sul, onde prevalece a cepa B.1.351 - o que sugere que ele funciona contra essa variante. O profilático foi ainda 100% eficaz contra a casos graves da enfermidade, seguindo as definições do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

De acordo com a farmacêutica, o produto já foi avaliado em mais de 44 mil pessoas com idade acima de 15 anos, com 12 mil voluntários sendo analisados seis meses após a aplicação da segunda dose.

Vacina da Pfizer no Brasil

Na última quarta-feira (14/4), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a antecipação de mais 2 milhões de doses da vacina da farmacêutica que serão entregues até junho. Segundo o ministro, a Pfizer  irá entregar, nos próximos meses, 15,5 milhões de unidades do imunizante Comirnaty. A previsão anterior era de 13,5 milhões.

Apesar da antecipação, o ministro não detalhou quando as doses serão entregues. Em comunicado oficial do dia 7 de abril, a Pfizer informou que um milhão de doses da vacina chegariam ainda este mês e outros 2,5 milhões em maio e "o restante, escalonado progressivamente até setembro". No total, o governo federal negociou 100 milhões de unidades a serem entregues até o fim de 2021.

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