Tubo de ensaio/Fatos científicos da semana

Correio Braziliense
postado em 08/10/2021 21:28
 (crédito: Munir uz zaman/AFP - 12/4/21)
(crédito: Munir uz zaman/AFP - 12/4/21)

Segunda-feira, 4
Calor extremo sufoca cidades
As temperaturas extremas têm agravado os problemas de saúde dos moradores das cidades, onde vive mais da metade da população mundial, concluiu um estudo da Universidade de Columbia, em Nova York. De acordo com os pesquisadores, a exposição extrema de pessoas-dias nos centros urbanos triplicou desde 1983. Os especialistas atribuem essa situação ao crescimento galopante da população nos grandes centros e às mudanças climáticas. Publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências, o estudo destaca que as temperaturas nas cidades são, em geral, mais altas do que em áreas rurais, devido à falta de vegetação, à proliferação do cimento, asfalto e outras superfícies impermeáveis que concentram o calor no que denominam de “efeito térmico de ilha”. “Isso tem efeitos importantes”, diz o principal autor do estudo, Cascade Tuholske, pesquisador do Instituto da Terra da Universidade de Columbia. “Aumenta a morbidade e a mortalidade e impacta o rendimento das pessoas no trabalho e, por fim, reduz o aporte econômico”, acrescentou, assinalando ainda o agravamento de doenças crônicas. Segundo o trabalho, as cidades mais afetadas são as que se encontram em latitudes baixas, mas a mudança começou a afetar outras regiões. Daca (foto), a capital de Bangladesh, é a mais afetada pela combinação de calor extremo e população.

 

Terça-feira, 5
Árabes exploram o espaço
Autoridades dos Emirados Árabes Unidos anunciaram mais uma etapa do programa espacial dentro de menos de sete anos. O rico país do Golfo vai lançar um veículo espacial para explorar o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Em fevereiro deste ano, os Emirados colocaram sua sonda Hope na órbita de Marte, tornando-se o primeiro país árabe a fazer isso. O novo projeto prevê que uma sonda robótica iniciará em 2028 uma viagem de cinco anos para as explorações. A missão realizará sua primeira aproximação em volta de Vênus em meados de 2028, rumando para perto da Terra no ano seguinte, para ganhar impulso graças à gravidade dos dois planetas. Após esses trajetos, vai se dirigir ao cinturão. Pela programação, a partir de 2030, a missão vai sobrevoar seis asteroides, tentando descer no sétimo, a uma distância média de 560 milhões de quilômetros da Terra, em 2033.

 

Quarta-feira, 6
Químicos desconhecidos em cigarros eletrônicos
Publicado na revista Chemical Research in Toxicology, um estudo da Universidade Johns Hopkins serve de alerta para os adeptos do cigarro eletrônico. Ao analisar esses dispositivos com uma técnica avançada de impressão digital — usada na avaliação de alimentos e águas residuais, por exemplo —, os cientistas identificaram cerca de 2 mil produtos químicos, a maioria desconhecida, e substâncias não divulgadas pelos fabricantes. Cafeína, pesticida, compostos industriais e aromas ligados a possíveis efeitos tóxicos e irritação respiratória estão entre os elementos identificados. Para os autores, o resultado fortalece a tese de que a troca do cigarro tradicional pelo eletrônico não é necessariamente uma escolha saudável. “As pessoas só precisam saber que estão inalando uma mistura muito complexa de produtos químicos e que, no caso de muitos desses compostos, não temos ideia do que eles realmente são”, justifica Carsten Prasse, autor sênior do estudo.

 

Quinta-feira, 7
Holandeses estão menos altos
Dados oficiais divulgados pelo Escritório Central de Estatísticas (CBS, na sigla em inglês) da Holanda mostram que a população está menos alta. De acordo com as medições, quase uma mulher em cada 10 nascidas na década de 1980 tinha, pelo menos, 1,80m, e mais de um homem em cinco, ao menos, 1,90m. Segundo o relatório, porém, os holandeses, que foram ficando cada vez mais altos no último século, não continuaram aumentando em estatura. Ao contrário. Embora continuem sendo a mais alta do mundo, a população está encolhendo. A altura média de um holandês de 19 anos é de pouco menos de 1,83m, em comparação com 1,84m para um indivíduo nascido nos anos 1980. No caso das mulheres, a altura média é em torno de 1,69m, contra 1,70m para as nascidas há quatro décadas. No início do século 19, os holandeses eram baixos para o padrão europeu. Começaram a aumentar de estatura na classificação dos anos 1840. A migração é apontada pelo CBS como uma das causas da redução da estatura média, dado que, em geral, as pessoas de origem não ocidental são mais baixas. Isso não explica tudo, porém. Outra possibilidade citada pelos cientistas é que os humanos simplesmente atingiram um limite biológico. Os americanos também começaram a reduzir seu tamanho.

 

 

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