NOVO ESTUDO

Vacina reduz transmissão em família, ambiente de alto risco para covid, diz estudo

Realizado em universidade da Suécia, estudo recém-lançado mostra ligação entre aumento da vacinação e redução da transmissão domiciliar entre parentes mais vulneráveis ao contágio

Correio Braziliense
postado em 12/10/2021 20:21
 (crédito: MARIO TAMA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
(crédito: MARIO TAMA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Um estudo realizado na Universidade de Umeå, na Suécia, mostra que o aumento de familiares vacinados contribui para reduzir a transmissão da covid-19 entre parentes mais vulneráveis ao contágio. De acordo com o estudo, os membros das famílias não imunes tiveram um risco 45% a 97% menor de infecção e hospitalização, conforme aumentou o número de membros da família imunes. 

“Os resultados sugerem fortemente que a vacinação é importante não apenas para a proteção individual, mas também para reduzir a transmissão, especialmente dentro das famílias, que é um ambiente de alto risco de transmissão”, diz Peter Nordström, professor de medicina geriátrica da universidade.

O estudo com 800 mil famílias 

O estudo é baseado em registros de mais de 1,8 milhão de indivíduos de mais de 800.000 famílias. Os pesquisadores juntaram dados de registro da Agência de Saúde Pública da Suécia, do Conselho Nacional de Saúde e Bem-estar e da Statistics Sweden (agência governamental que supervisiona os dados estatísticos na Suécia). 

Na análise, os pesquisadores quantificaram a associação entre o número de familiares com imunidade contra covid-19 e o risco de infecção e hospitalização em indivíduos não imunes. Além disso, os pesquisadores consideraram as diferenças de idade, status socioeconômico, agrupamento dentro das famílias e vários diagnósticos previamente identificados como fatores de risco para covid-19 na população sueca.

“Parece que a vacinação ajuda não apenas a reduzir o risco do indivíduo de se infectar, mas também a reduzir a transmissão, o que, por sua vez, minimiza não só o risco de que mais pessoas fiquem gravemente doentes, mas também de que surjam novas variantes”, explica Marcel Ballin, estudante de doutorado em medicina geriátrica da universidade e coautor do estudo. Segundo Ballin, isso mostra que muitas pessoas vacinadas têm implicações em uma escala local, nacional e global.

O estudo foi publicado na revista científica JAMA Internal Medicine, em 11 de outubro e pode ser acessado aqui. 

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