Preocupação

OMS: Falta de seringas em 2022 pode diminuir o ritmo da vacinação

Segundo a Organização Mundial da Saúde, se a produção de seringas seguir o ritmo atual, pode haver um déficit de até dois bilhões no próximo ano

Agência France-Press
postado em 09/11/2021 18:13
Organização teme que falta deste insumo leve ao reaproveitamento dele, o que aumentaria o risco de transmissão de doenças, como o HIV -  (crédito:  Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil)
Organização teme que falta deste insumo leve ao reaproveitamento dele, o que aumentaria o risco de transmissão de doenças, como o HIV - (crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil)

Genebra, Suíça — A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta terça-feira (9) que pode haver um déficit de até 2 bilhões de seringas em 2022, caso sua produção não consiga seguir o ritmo da imunização contra a covid-19.

"Estamos levantando a real preocupação de que poderemos ter uma escassez de seringas, o que, por sua vez, provocaria graves problemas, como a desaceleração dos esforços de imunização", disse Lisa Hedman, assessora principal da OMS em matéria de acesso a medicamentos e produtos sanitários.

"Dependendo do fornecimento de vacinas, pode haver um déficit de entre um e dois bilhões" de seringas, acrescentou.

Segundo a funcionária da OMS, já estão sendo realizados esforços para tentar impedir esse cenário e ela também fez questão de solicitar aos países que aumentem suas capacidades de produção.

Segundo um levantamento feito pela AFP, mais de 7,25 bilhões de doses de vacinas contra a covid-19 já foram administradas em todo o mundo.

Isso representa quase o dobro do número de vacinas administradas por ano no planeta, e o dobro da quantidade de seringas necessárias.

Para Lisa Hedman, a escassez de seringas poderia provocar um atraso nas companhas de vacinação rotineiras, o que repercutiria na saúde pública "durante anos", caso uma geração de jovens não receba as vacinas infantis habituais.

A falta de seringas também poderia levar à reutilização desses objetos e agulhas, que deveriam ser descartáveis, o que pode trazer o risco de outras infecções, como HIV e hepatite.


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