covid-19

Forte reação imunológica após reforço

Correio Braziliense
postado em 03/12/2021 00:01

Os resultados do primeiro estudo randomizado para avaliar doses de reforço com diferentes substâncias após as duas injeções dos imunizantes contra o Sars-CoV-2 mostraram que elas são seguras e "provocam fortes respostas imunológicas" em pessoas que receberam anteriormente as vacinas de Oxford/AstraZeneca ou Pfizer/Biontech. O ensaio de fase 2, publicado na revista The Lancet, foi feito com 2.878 adultos no Reino Unido e avaliou o perfil de segurança e a produção de anticorpos de sete vacinas diversas, aplicadas como proteção adicional em pessoas previamente imunizadas com os produtos dos laboratórios britânico e norte-americano/alemão, respectivamente.

O protocolo ChAd (Oxford/AstraZeneca) já foi implantado em mais de 180 países, e o BNT (Pfizer/BioNTech), em cerca de 145. Duas doses de ChAd e BNT mostraram proteção de 79% e 90%, respectivamente, contra hospitalização e morte após seis meses em vários estudos. No entanto, a eficácia contra a infecção diminui com o tempo, sugerindo a necessidade de reforços. No entanto, existem poucos dados sobre a segurança comparativa das vacinas e as respostas imunes que elas estimulam quando administradas como uma terceira dose.

Sete vacinas

O estudo COV-Boost analisou a segurança, a resposta imune e os efeitos colaterais de sete vacinas quando usadas como uma terceira dose. Entraram no estudo ChAd, BNT, Novavax (NVX), Janssen (Ad26), Moderna, Valneva (VLA) e Curevac (CVn). Os participantes foram divididos em 13 grupos, combinando os imunizantes entre eles ou com placebo. As adversidades foram mínimas e já esperadas: dor no local da injeção, dor muscular e fadiga.

Nas pessoas previamente vacinadas com duas doses de AstraZeneca, todas as outras substâncias promoveram o aumento da imunogenicidade. Já naquelas que receberam a Pfizer/BioNTech, esse efeito não foi observado quando o reforço foi feito com o imunizante Valneva.

As taxas de anticorpos produzidas variaram de acordo com a fórmula protetiva, mas, no geral, foram substanciais, segundo os autores. "É realmente encorajador que uma ampla gama de vacinas, usando diferentes tecnologias, mostre benefícios como uma terceira dose para AstraZeneca ou Pfizer/BioNTech. Isso dá confiança e flexibilidade no desenvolvimento de programas de reforço", disse, em nota, Saul Faust, líder do estudo e pesquisador da NHS Foundation Trust, no Reino Unido. (PO)

Ômicron: possível risco maior de reinfecção

Uma cientista da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, ontem, na África do Sul, que o risco de reinfecção de pessoas que já tiveram covid-19 pode ser maior com a circulação da variante ômicron, comparado ao das cepas anteriores. Anne Von Gotteberg disse, ainda, que uma pesquisa em curso sugere que essa versão do Sars-CoV-2 é menos perigosa que a delta, o que ainda precisa ser confirmado. A especialista da OMS afirmou, em uma entrevista de imprensa, que é esperado um aumento exponencial de casos no país africano e que dados preliminares indicam que a eficácia dos imunizantes não deve ser muito comprometida.

Descoberto um dos mais leves exoplanetas

 (crédito:  Patricia Klein/Divulgação)
crédito: Patricia Klein/Divulgação

Uma equipe internacional de pesquisadores, incluindo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, descreveu, na revista Science, a descoberta de um dos exoplanetas mais leves já detectados. A apenas 31 anos-luz da Terra, o GJ 367b tem massa semelhante à de Marte e composição parecida à de Mercúrio. O dia no corpo celeste passa muito rápido: ele leva apenas oito horas para orbitar sua estrela-mãe. De acordo com os pesquisadores, o GJ 367b mostra que é possível estudar em profundidade as propriedades de um exoplaneta — aqueles fora do nosso Sistema Solar — mesmo quando a massa é muito leve. As pesquisas sobre esse tipo de objeto são importantes para se entender o processo de formação e evolução planetária.

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