A função física deveria ser avaliada em idosos como fator de risco para doenças cardiovasculares?
Sim. O estudo publicado no Journal of the American Heart Association fez uma correlação entre grau de atividade física e ocorrência de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio, AVC ou desenvolvimento de insuficiência cardíaca. Os idosos que tiveram melhor desempenho na avaliação física tiveram menos eventos. Essa classificação com base na capacidade física foi complementar e teve um poder incremental em relação aos fatores de risco que já conhecemos (colesterol elevado, hipertensão arterial, diabetes). Logo, devemos, sim, considerar a capacidade física dos idosos como um fator capaz de predizer ocorrência de doença cardiovascular.
Quais as melhores estratégias de melhora da função física voltadas ao público idoso que, muitas vezes, apresenta limitações que impedem a prática rigorosa de exercícios físicos?
É muito importante uma avaliação individualizada. Os idosos não são iguais. Cada um tem um perfil diferente: alguns têm doenças ortopédicas, neurológicas ou cardiovasculares concomitantes, que necessitam de uma avaliação especializada prévia antes da liberação e da prescrição da atividade física. Logo, a recomendação é uma avaliação multiprofissional, com médico e fisioterapeuta, de maneira a avaliar, liberar e acompanhar o início da atividade física nos idosos.
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