As Metas de Aichi foram definidas na COP realizada no Japão e compõem a base do Plano Estratégico 2011-2020 da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Elas foram reunidas em cinco objetivos estratégicos — como reduzir as pressões diretas sobre biodiversidade e promover utilização sustentável; e proteger ecossistemas, espécies e diversidade genética.
Porém, em 2020, durante o Panorama da Biodiversidade Global (GBO-5, na sigla em inglês), chegou-se à conclusão de que os países que faziam parte do acordo não conseguiram alcançar totalmente nenhuma das 20 Metas de Aichi. Para especialistas, o fato acende um alerta de que os objetivos fechados, ontem, na COP15 parecem ser práticos, mas podem não ser cumpridos com facilidade.
"O pacote atual não é perfeito, mas isso não é o fim. Até a próxima COP da CDB, em 2024, os governos têm muito dever de casa para transformar essas metas acordadas em ações. E não tenha dúvidas de que o crescente movimento pela proteção da natureza, as instituições de caridade, as ONGs e os povos indígenas manterão os governos nessas promessas", afirmou a conselheira de política global do Greenpeace da China, Li Shuo.
Estrategista de campanhas sênior do Greenpeace Brasil, Paulo Adário avalia que a COP15 poderia ter sido "mais ambiciosa" nas estratégias para impedir a extinção em massa das espécies. "A meta foi aprovada depois de muita resistência. Mas é simplista, sem qualificadores essenciais que excluam atividades prejudiciais de áreas protegidas. Resta ver se vai ser implementada", criticou.
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