"Esse aquecimento é o disparador de muitas das crises globais que estamos vendo, entre elas principalmente as dos eventos extremos. Conforme aceleramos o aquecimento do globo, infelizmente precisamos dizer que vamos acelerar também a frequência — e talvez a intensidade — desses acontecimentos. Isso inclui chuvas extremas, como as que têm ocorrido agora em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, ou como as que assolaram o Rio Grande do Sul dois anos atrás. Situações como essas serão cada vez mais frequentes. O estudo 'Brasil em Transformação', produzido pela Fundação Grupo Boticário com a Unifesp, mostrou que, apenas olhando para a questão das chuvas extremas, mais do que dobramos, nos últimos 20 anos, o número de desastres relacionados a esse fenômeno."
Ronaldo Christofoletti, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
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