A oceanógrafa Letícia Carvalho é a primeira mulher, cientista e latino americana a ocupar o cargo de secretária-geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, em inglês). À frente da agência da Organização das Nações Unidas (ONU), ela lidera as negociações para a conclusão do Código para Mineração no Fundo do Mar.
A brasileira é responsável por uma área de 54% dos oceanos e o debate sobre o Código para Mineração no Fundo do Mar é tão grande quanto: são mais de dez anos de negociações, envolvendo 171 membros, além da União Europeia.
O conjunto de normas visa definir critérios para uma eventual exploração comercial de minerais no leito marinho, com parâmetros de proteção ambiental, mitigação de riscos e governança internacional. As zonas em análise incluem profundidades entre 2 mil metros e 11 mil metros abaixo do nível do mar.
Presidindo a agência desde 2025, Letícia Carvalho disse, em entrevista à revista Veja, defender uma atuação baseada na ciência. “A minha contribuição como cientista está na centralidade da evidência científica”, afirma. “Isso me ajuda a estabelecer uma liderança e uma atmosfera de negociação baseada em ciência e evidência. É onde consigo ser mais relevante”.
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Entre os meses de junho e julho, ocorre a segunda etapa da 31ª Sessão da ISA, com o objetivo de concluir o Código. Até o momento, a agência tem consolidado normas para a pesquisa exploratória do fundo do mar, analisando a viabilidade econômica, levantamento de dados e o ecossistemas marinhos. Se as regras serão adotadas ou não, depende do consenso entre os membros da agência.
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