Muitos animais vivem em grupos e, no caso das aves marinhas, a maioria das espécies forma colônias durante a época de reprodução. Uma hipótese para esse comportamento é que as colônias funcionam como centros de informação, permitindo que os indivíduos descubram bons locais para encontrar alimento.
Para testar essa ideia, um estudo analisou como os pinguins-de-adélia selecionam seus locais de forrageamento. Pesquisadores rastrearam simultaneamente cerca de um terço dos indivíduos de uma pequena colônia na Enseada de Torinosu, na Antártica, usando dispositivos de GPS e de registro comportamental.
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A colônia era composta por 135 casais reprodutores. Durante o período de criação dos filhotes, os pinguins realizam repetidas viagens da colônia para o mar em busca de alimento. A equipe analisou os dados de 653 dessas viagens de forrageamento para entender quais fontes de informação cada pinguim utilizava.
Estratégia social para encontrar alimento
A análise revelou que os pinguins frequentemente retornavam a locais onde já haviam se alimentado na viagem anterior, o que sugere o uso de experiência pessoal. No entanto, o comportamento mudava de acordo com o sucesso da caça.
Utilizando registros de profundidade de mergulho para estimar o êxito em cada viagem, os pesquisadores notaram um padrão claro. Pinguins que tiveram menos sucesso na caçada anterior mostraram maior probabilidade de mudar de local na viagem seguinte.
Esses indivíduos que não obtiveram sucesso passaram a se basear mais em informações de outros pinguins. A estratégia pode ser descrita como “ficar e ganhar, mudar de local”: retornar ao mesmo ponto após o sucesso, mas procurar um novo lugar após o fracasso.
O estudo também observou que os pinguins costumam deixar a colônia simultaneamente com outros indivíduos, viajando juntos em direção aos locais de forrageamento. Nesses grupos, alguns pinguins visitaram locais que seus companheiros de viagem haviam utilizado na expedição anterior, permitindo que alcançassem novas áreas de busca por alimento.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
