
"O manejo mais atual da pessoa que convive com lipedema deixou de ser focado apenas em emagrecimento ou em procedimentos isolados. Hoje, a abordagem moderna é multimodal, individualizada e multidisciplinar, combinando diagnóstico clínico adequado, controle de dor e edema, terapia compressiva, exercício físico orientado, estratégias nutricionais anti-inflamatórias, cuidado metabólico, saúde mental e, em casos selecionados, cirurgia redutora do tecido lipedêmico, especialmente lipoaspiração tumescente ou assistida por água. Consensos recentes reforçam que o tratamento conservador é a base inicial e que a cirurgia pode melhorar dor, mobilidade e qualidade de vida, mas não deve ser vendida como cura definitiva. Sempre o tratamento inicial deve ser não invasivo! Também há crescimento no uso de recursos complementares, como drenagem linfática, compressão pneumática, fisioterapia, fortalecimento muscular e programas estruturados de autocuidado. A grande mudança é reconhecer o lipedema como doença crônica inflamatória do tecido adiposo, com impacto vascular, linfático, metabólico, ortopédico e psicossocial."
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA, diretor de publicações da sociedade brasileira de angiologia e cirurgia vascular