"O controle de pressão arterial e colesterol reduz significativamente eventos cardiovasculares, mas não elimina os efeitos sistêmicos da obesidade. A obesidade continua atuando por outros mecanismos, como: inflamação crônica de baixo grau; resistência à insulina; disfunção endotelial e risco aumentado de diabetes, câncer e doença hepática. Ou seja, há uma melhora importante do risco cardiovascular, mas não uma neutralização completa do impacto da obesidade. Em jovens com obesidade, o risco permanece mais elevado principalmente porque há menor prescrição de medicamentos preventivos nessa faixa etária; o tempo de exposição à obesidade ainda é menor, mas crescente; há atraso na identificação de fatores de risco, com hipertensão e dislipidemia subdiagnosticadas e menor intervenção precoce no estilo de vida."
Marcelo Bergamo, cardiologista e responsável técnico da Coreclin,
em São Paulo