Durante a perimenopausa, os níveis de estrogênio e progesterona começam a flutuar de forma imprevisível antes de caírem permanentemente. Essa instabilidade afeta diretamente o cérebro:
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Queda de neurotransmissores: O estrogênio regula a produção de serotonina (o hormônio do bem-estar) e da dopamina (essencial para a motivação e foco). Quando os níveis de estrogênio despencam, essas substâncias também caem, reduzindo a resiliência emocional.
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Aumento do cortisol: Com menos estrogênio protetor, os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) tendem a subir, deixando o sistema nervoso em estado constante de alerta ou irritação.
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O efeito cascata: Sintomas físicos como fogachos (ondas de calor) e suores noturnos interrompem o sono. Várias noites mal dormidas geram cansaço extremo, fadiga cognitiva e agravam drasticamente a instabilidade emocional.
Alternativas
Quando as variações emocionais impactam a qualidade de vida, relacionamentos ou trabalho, existem estratégias complementares eficazes:
- Estilo de vida: Exercícios físicos regulares (aeróbicos, ioga), dieta balanceada e redução drástica de álcool e cafeína (que pioram a ansiedade e os fogachos).
- Terapia hormonal: O uso de estrogênio (e progesterona, se aplicável) sob orientação médica ajuda a estabilizar as flutuações hormonais e costuma suavizar as oscilações de humor.
- Psicoterapia: A terapia cognitivo-comportamental (TCC) auxilia no manejo do estresse, ressignificação de gatilhos emocionais e melhora do sono.
- Suporte não hormonal: Dependendo do caso, o uso de fitoterápicos ou baixas doses de antidepressivos específicos pode ser indicado por profissionais de saúde para regular os neurotransmissores.
Fontes: Harvard Health; The Menopause Society