Por: Thiago Sodré

Cininha de Paula e Charles Daves estreiam novela vertical e fazem sucesso nas redes

Os diretores apostaram no novo formato e garantiram o sucesso já na primeira temporada de Frutos do Abandono

Profissionais reconhecidos na televisão brasileira e sempre atentos às transformações do mercado audiovisual, Cininha de Paula e Charles Daves decidiram se reinventar e embarcar na tendência das chamadas novelas verticais, produções pensadas especialmente para consumo rápido nas redes sociais.

A aposta da dupla resultou em Frutos do Abandono, obra que rapidamente conquistou o público e já acumula milhões de visualizações logo nos primeiros capítulos. Exibida nas plataformas digitais, a produção libera novos episódios todas as quintas-feiras, estratégia que ajuda a manter a audiência engajada e comentando cada novo desdobramento da trama.

A história mergulha em um tema sensível e extremamente atual: o sequestro e o tráfico de crianças. A narrativa dramatiza situações que dialogam com a realidade de muitas regiões do país, expondo histórias de menores que acabam vítimas de exploração, trabalho análogo à escravidão e abandono.

Foto reprodução internet - Cininha de Paula e Charles Daves / Frutos do Abandono

Ao longo dos episódios, a trama também joga luz sobre um drama social profundo: o de crianças negligenciadas, abandonadas ou até exploradas dentro do próprio ambiente familiar. A proposta é usar a dramaturgia para provocar reflexão e, ao mesmo tempo, apresentar novos talentos formados nas escolas de interpretação para TV e cinema mantidas pelos diretores.

Com linguagem dinâmica e pensada para o formato vertical — ideal para celulares —, Frutos do Abandono também conversa diretamente com o público da plataforma TikTok, onde esse tipo de conteúdo vem ganhando enorme popularidade, principalmente entre espectadores acostumados a consumir histórias rápidas, intensas e pensadas para a tela do celular.

Assim, a produção mostra que a dramaturgia brasileira começa a encontrar novos caminhos fora da televisão tradicional, dialogando com uma nova geração de espectadores que acompanha novelas e séries literalmente na palma da mão.

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