Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o macaco ao lado de Ingrid Guimarães nos bastidores, sendo chamado pelo nome, o que, segundo ela, reforça a suspeita. Para Camila, trata-se de uma situação grave, envolvendo possível fraude no uso de um animal silvestre em produção audiovisual.
Além disso, a empresária faz acusações diretas de maus-tratos contra o adestrador. De acordo com relatos que afirma ter recebido, o macaco não teria acesso adequado à alimentação nem à hidratação, recebendo comida em quantidade inferior ao necessário. Ela também critica práticas divulgadas pelo próprio adestrador, como oferecer produtos inadequados ao animal.
A história do macaco com Camila começou em 2017, quando ela e sua então companheira adquiriram o animal. Ao buscar orientação com o próprio adestrador, descobriram que a nota fiscal era irregular e tentaram regularizar a situação junto aos órgãos ambientais, conseguindo um documento que permitia manter o animal sob seus cuidados.
Em 2020, o macaco foi levado para adestramento com André Poloni, em um acordo que inicialmente duraria poucos meses, mas acabou se prolongando por anos. Segundo a empresária, nesse período surgiram dificuldades para reaver o animal, além de resistência por parte do adestrador em devolvê-lo.
O impasse se agravou quando, ao tentar recuperar o macaco, Camila afirma ter sido informada de que o animal havia sido encaminhado a órgãos ambientais. A situação resultou em uma disputa judicial. A Justiça determinou a transferência do macaco para um centro especializado, mas não autorizou seu retorno à empresária, citando, entre outros pontos, o uso comercial do animal.
Nas redes sociais, o caso ganhou força após a empresária criar um perfil dedicado ao macaco Katu, reunindo milhares de seguidores e ampliando a repercussão das denúncias. Segundo ela, isso levou ao surgimento de novos relatos, incluindo acusações de que o adestrador lucrava com o animal em eventos e apresentações.
Outro ponto que chamou atenção foi o envolvimento do biólogo Henrique Abrahão Charles, conhecido por atuar na defesa da causa animal. De acordo com Camila, ele teria se recusado a ajudá-la por manter amizade com o adestrador, o que foi interpretado por ela como omissão diante das denúncias.
“Ele me disse que se tivesse que ficar do lado de alguém, ficaria do lado do amigo. Ele é um cara que salva animais, porque não salva os animais do próprio amigo dele?”, questiona a empresária, que encaminhou ao EXTRA um áudio recebido por Henrique após denunciar o caso, e no qual ele afirma: “Ele é meu amigo. Conheço ele pessoalmente. Não vou tomar esse partido, e se eu tiver que ficar de um lado, vou ficar do lado do meu amigo”.
Enquanto a disputa segue na Justiça, Camila afirma que continua reunindo provas e pretende levar o caso ao Ministério Público. Segundo ela, o objetivo é garantir o bem-estar do animal e tentar recuperá-lo.
Procurados, o adestrador André Poloni e o biólogo Henrique Abrahão Charles ainda não se manifestaram oficialmente sobre as acusações. O espaço segue aberto.
