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Miguel Tavares consolida nova fase artística com papel em série da Netflix e estreia nos palcos do Rio

Ator brilhou na série 'Os Donos do Jogo' da Netflix

Após mais de duas décadas atuando no Direito, Miguel Tavares vive um momento de consolidação em uma trajetória que, embora recente nas artes cênicas, já demonstra maturidade e consistência. Advogado por mais de 27 anos, o ator decidiu mudar radicalmente de rumo, trocou Curitiba pelo Rio de Janeiro e passou a investir integralmente na carreira artística. Hoje, colhe os resultados dessa escolha com trabalhos de destaque no audiovisual e no teatro.

Seu mais recente papel é na série “Os Donos do Jogo”, produção da Netflix que estreou recentemente no streaming. Na trama, Miguel interpreta Rogério, um bicheiro carioca — personagem que exigiu pesquisa intensa e um processo cuidadoso de construção. “Foi incrível fazer esse personagem. Ele é um bicheiro, foi muito desafiador porque é um universo totalmente diferente do meu”, afirma o ator. Segundo ele, a preparação envolveu observação dos costumes do Rio, escuta atenta sobre o jogo do bicho como fenômeno cultural e referências cinematográficas. “Para as questões mais obscuras, apelei à máfia italiana. Filmes antigos foram bastante úteis, principalmente O Poderoso Chefão”, explica.

Além do desafio do personagem, Miguel destaca a experiência de contracenar com Chico Diaz como um marco pessoal e profissional. “Contracenar com o talentosíssimo Chico Diaz foi o maior presente que a arte me deu”, declara. Presente nos episódios 3 e 4 da série, o ator comemora a recepção do público. “A repercussão foi ótima. Agora é esperar ansiosamente o roteiro da segunda temporada”, completa.

Paralelamente ao trabalho na televisão, Miguel Tavares mantém forte ligação com o teatro. Em abril, ele estreia o espetáculo “Fim de Tarde”, no Teatro CCJF, no centro do Rio de Janeiro. Com texto e direção de Marcelo Aquino, a montagem reúne ainda Larissa Maciel e Roney Villela no elenco.

A peça se passa em um banco de praça, onde um encontro aparentemente casual revela tensões profundas entre três personagens com destinos entrelaçados. A narrativa aborda temas como desigualdade social, preconceito e polarização, propondo uma reflexão sobre as escolhas individuais e coletivas. Com diálogos diretos e personagens densos, “Fim de Tarde” convida o público a pensar sobre os desafios contemporâneos e sobre o que estamos dispostos a fazer para transformar a realidade.

Entre o reconhecimento em uma produção de alcance internacional e o compromisso com o teatro reflexivo, Miguel Tavares reafirma sua aposta na arte como caminho de expressão e transformação, consolidando uma transição profissional marcada por coragem, estudo e entrega.

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