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Cantora Ghabi fala sobre posicionamento nas redes sociais: 'Ser artista é tomar posição. Neutralidade não é linguagem, é conforto'

Ghabi entende a arte como um espaço inevitavelmente atravessado por consciência e contexto.

Cantora, compositora, criadora de conteúdo e advogada, Ghabi entende a arte como um espaço inevitavelmente atravessado por consciência e contexto. Mãe de dois filhos e dona de uma presença marcante nas redes sociais, ela tem chamado atenção e provocado debates ao se posicionar sobre temas sociais e políticos, reforçando uma visão clara sobre o papel do artista no mundo contemporâneo.

“Ser artista é tomar posição. Neutralidade não é linguagem, é conforto”, afirma Ghabi, em uma fala que resume sua relação com a arte e com o espaço público. Para ela, posicionamento não significa defender um lado específico ou aderir a uma cartilha ideológica. Trata-se de reconhecer que toda criação carrega valores, referências e escolhas.

A artista destaca que os nomes que sempre admirou ao longo da vida nunca foram neutros. Pelo contrário. Os artistas que marcaram sua formação sempre se posicionaram politicamente, usaram a própria voz para provocar reflexão e não se esquivaram do debate. “Não estou falando de posicionamento A ou B. Estou falando de consciência, de responsabilidade e de entender o impacto que a nossa voz tem”, pontua.

Recentemente, ao comentar sobre a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, Ghabi voltou a ser alvo de ataques nas redes sociais. Além das críticas, ela foi vítima de misoginia e machismo, com comentários ofensivos direcionados não ao conteúdo de sua fala, mas à sua condição de mulher. A cantora chegou a expor alguns desses ataques nos stories, evidenciando o tom agressivo e desqualificador que ainda recai sobre mulheres que ousam opinar.

Mesmo diante do ódio virtual, Ghabi mantém sua postura firme. Para ela, silenciar diante da violência simbólica também é uma forma de consentimento. Entre a música, a maternidade, a atuação profissional no Direito e a criação de conteúdo, a artista reafirma que ocupar espaço é um ato de coragem e que a neutralidade, muitas vezes, é apenas um privilégio disfarçado.

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