Com presença simultânea no teatro e no streaming, além de em breve no cinema, Camilla Camargo iniciou 2026 com uma agenda marcada por estreias, retornos e produções em andamento.
Ao longo dos últimos meses, a atriz concluiu uma temporada bem recebida nos palcos, estreou um novo espetáculo, retomou a dramaturgia televisiva em um formato pensado para plataformas digitais e passou a integrar três longas-metragens de gêneros diversos.
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Após a repercussão positiva de “Aqui Jazz”, a atriz seguiu diretamente para “Dois Patrões”, em cartaz desde janeiro no Teatro Itália, em São Paulo. A comédia se estrutura a partir de jogos de poder, conflitos de interesse e um ritmo acelerado, exigindo precisão do elenco e sintonia com o público:
“Estar em cartaz de forma contínua cria um tipo de concentração muito especial. Cada peça tem sua lógica interna, seu tempo, e ‘Dois Patrões’ funciona quase como uma engrenagem: tudo precisa estar muito alinhado para que a cena aconteça. Isso me estimula muito, porque me mantém completamente conectada ao que está sendo contado e à resposta imediata da plateia”, afirma a atriz.
No streaming, Camilla integra o elenco de “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, produção original do Globoplay criada para o formato vertical, com episódios curtos e narrativa direta, pensada especialmente para o consumo em celulares.
Inserida no universo dos microdramas, a obra aposta em intensidade e objetividade. Na trama, ela interpreta Georgete, personagem ambiciosa e estratégica, distante dos perfis mais idealizados que marcaram fases anteriores de sua carreira.
O projeto também marca sua volta à Globo após cerca de dez anos:
“O que mais me chamou atenção foi a linguagem. É tudo muito concentrado, muito preciso, e isso muda completamente a forma de atuar. Construir essa presença em um formato tão direto foi algo que me trouxe muita satisfação”, comenta.
O cinema também ocupa um espaço relevante em sua agenda neste ano, com três produções em desenvolvimento.
Em “A Caipora”, Camilla assume o papel central em um thriller que combina investigação policial e elementos do folclore brasileiro, ambientado em uma região marcada por lendas e acontecimentos misteriosos.
Já em “Coração Sertanejo”, ela interpreta Bruna, uma produtora musical inserida no universo da música sertaneja, acompanhando os bastidores, as relações e os afetos que se constroem a partir desse ambiente.
“Pacto Maldito”, sua confirmação mais recente, aposta em uma atmosfera mais sombria, com uma narrativa de terror que a coloca em cena ao lado de Carol Castro.
"O cinema tem sido um campo muito estimulante para mim justamente porque cada projeto traz uma experiência singular", inicia ela.
"Em ‘A Caipora’, por exemplo, além de conduzir o enredo principal, que mistura investigação criminal e elementos sobrenaturais, eu interpreto uma personagem atravessada por um transtorno de personalidade borderline, o que exigiu um estudo cuidadoso, muita pesquisa e escuta para construir essa dimensão com responsabilidade", continua.
"‘Coração Sertanejo’ me levou para um lugar completamente diferente, afetivo, porque resgata uma vivência que eu conheço bem: durante a faculdade de Rádio e TV, eu trabalhei como produtora, então esse universo me é muito familiar".
"Já ‘Pacto Maldito’ caminha para outra direção, com uma atmosfera mais sombria e códigos próprios do terror. Circular por histórias tão diferentes amplia o meu repertório e torna esse conjunto de trabalhos especialmente significativo para mim”, conta Camilla.
O conjunto desses trabalhos desenha um panorama marcado pela diversidade de formatos e pela continuidade de atuação.
Palco, plataformas digitais e cinema aparecem como frentes complementares de uma trajetória que segue em expansão no início de 2026:
“Eu me sinto muito satisfeita em poder circular por esses espaços, encontrando sentido em cada linguagem e mantendo o entusiasmo pelo trabalho. É muito bom perceber que essas histórias estão acontecendo ao mesmo tempo e que cada uma delas acrescenta algo diferente à minha caminhada”, resume.
