Quando pensamos nos riscos da musculação, do CrossFit, das artes marciais ou dos treinos de alta intensidade, normalmente lembramos de lesões musculares, articulares ou tendinites. Pouca gente imagina que um dos danos mais frequentes e severos pode estar acontecendo de forma silenciosa dentro da boca.
De acordo com o dentista Dr. Anderson Bernal, o apertamento excessivo dos dentes durante o exercício físico é uma realidade observada constantemente em atletas profissionais e amadores. Em momentos de esforço máximo como um agachamento pesado, um levantamento terra, um supino ou no calor de um combate, é comum que o praticante contraia involuntariamente a musculatura da mandíbula e pressione as arcadas com força extrema.
“Esse comportamento, conhecido como apertamento dentário ou bruxismo em vigília, é um reflexo neuromuscular para gerar estabilidade e recrutamento de força core. No entanto, quando essa pressão repetitiva e severa se torna rotina, as consequências estruturais para o sorriso são inevitáveis”.
O que acontece durante os treinos?
Diversos estudos demonstram que cerrar os dentes ajuda o corpo a canalizar a força mecânica durante atividades físicas intensas. O problema surge quando esse hábito impõe aos dentes uma carga muito superior àquela para a qual eles foram biologicamente projetados.
Ainda segundo o dentista, a pressão repetitiva e contínua do treino pesado provoca:
- Desgaste acelerado do esmalte dental;
- Microtrincas estruturais nos dentes;
- Fraturas em restaurações, resinas e facetas;
- Sensibilidade dentária crônica;
- Dor na musculatura mastigatória e cefaleias frequentes;
- Sobrecarga e estalos na articulação temporomandibular (ATM).
Ele afirma que pacientes que já investiram em reabilitações de alta complexidade, como facetas, coroas ou lentes de contato de porcelana, necessitam de atenção redobrada. “Essas estruturas de elite, embora extremamente resistentes, sofrem impactos repetidos a cada série, o que pode comprometer a longevidade do investimento estético”.
Sinais de alerta
Quem pratica atividade física regularmente deve observar o próprio corpo e identificar se o sorriso está pagando o preço da performance:
- Desconforto ou dor na mandíbula logo ao acordar ou imediatamente após o treino;
- Dores de cabeça frequentes, localizadas principalmente na região das têmporas;
- Dentes com bordas desgastadas, lascadas ou com pequenas trincas visíveis sob a luz;
- Estalos ou limitação de abertura da boca ao falar ou mastigar.
Alta tecnologia digital a serviço da proteção do atleta
Dr. Anderson afirma que diferente do que o mercado comum propõe, a proteção para o atleta de alto rendimento não pode ser resolvida com dispositivos genéricos de farmácia, que possuem adaptação inadequada e podem piorar a oclusão e a biomecânica da articulação. A odontologia de alta performance exige precisão milimétrica.
“No @institutobernal, desenvolvemos um protocolo de blindagem e conforto personalizado por meio do fluxo 100% digital. O processo inicia-se com o escaneamento intraoral do paciente, gerando modelos de alta precisão que são impressos em tecnologia 3D. A partir dessa réplica exata das arcadas dentárias, utilizamos uma plastificadora de alta pressão para confeccionar placas de proteção customizadas”.
Esses dispositivos de engenharia digital são projetados especificamente para absorver e dissipar a força do apertamento, protegendo as lentes de contato, os trabalhos estéticos e os dentes naturais contra fraturas e quebras, garantindo o máximo conforto e estabilidade durante o esporte.
A escola da perfomance: quem já se protege
Esse cuidado com a integridade do sorriso já é um padrão entre grandes referências de saúde, fitness e esporte no Brasil.
Um exemplo claro é a influenciadora e empresária Dani Bolina. Sempre conectada ao universo fit e aos treinos intensificados, Dani hoje pratica o Jiu-Jitsu, uma modalidade de alto impacto e constante contato físico. Para blindar seu sorriso e garantir que as suas lentes de contato e sua estrutura dental permaneçam impecáveis diante da intensidade dos tatames, ela utiliza a nossa placa de proteção customizada em 3D.
Outro caso emblemático é o do Paulo Muzy, médico ortopedista, traumatologista e uma das vozes mais respeitadas em fisiologia do exercício e alta performance no país. Muzy, que une a ciência médica à rotina pesada de musculação e outras modalidades como o próprio Jiu-Jitsu, entende perfeitamente que a constância e a disciplina do treino exigem a preservação da saúde sistêmica. Ele utiliza a nossa placa de proteção impressa para neutralizar as cargas colossais geradas pelo apertamento involuntário nos treinos de força, mantendo sua reabilitação e ATM totalmente protegidas.
Prevenção é mais barata que reabilitação
Muitos atletas investem significativamente em tratamentos estéticos, alinhadores e transformações completas, mas continuam submetendo seus dentes a cargas destrutivas a cada repetição. Em 2026, buscar a melhor versão física exige também inteligência preventiva.
Bernal destaca que a boa notícia é que o bruxismo de academia pode ser identificado precocemente por meio de exames clínicos digitais, análise microscópica de desgaste e avaliação dinâmica da mordida. Treinar pesado faz parte da busca por excelência. O que não faz sentido é conquistar um corpo cada vez mais forte enquanto o seu sorriso sofre danos silenciosos a cada série.
Seu músculo foi feito para sofrer microlesões e se recuperar após o treino. O seu esmalte dental, não.
"Não neutralize no sorriso o resultado que você busca no corpo. A alta performance real exige harmonia entre a sua força e a sua saúde bucal”, finaliza.
