Fórum de Lisboa

Fórum de Lisboa realiza sua maior edição e marca posição pela regulação da IA

Maior edição da história do evento reuniu quase 3 mil participantes em Lisboa e consolidou o debate sobre inteligência artificial, democracia e soberania no cenário internacional

Lisboa — O Fórum de Lisboa, realizado na capital portuguesa entre 1º e três de junho, produziu a maior edição de sua história, com 2435 credenciados, 432 palestrantes, num total de 2867 participantes que puderam escolher os temas de suas preferências em 70 painéis na reitoria e nos anfiteatros e auditórios da Faculdade de Direito de Lisboa.

Os números foram apresentados no evento de encerramento ontem, pelo anfitrião, o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF). O evento surgiu como Fórum Jurídico, tornou-se Fórum de Lisboa, numa pretensão de envolver outros campos do conhecimento, e agora deve crescer. "Modéstia, às favas: Fórum Internacional", afirmou Gilmar.

Em 2027, o encontro chega à 15ª edição, e na data comemorativo, o ministro quer fazer um evento ainda maior em Lisboa. A data já está definida 5, 6 e 7 de julho. Já tradicional no calendário internacional, o evento é organizado IDP, pelo Lisbon Public Law Research Centre (LPL) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) e pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário - FGV Justiça (FGV).

Ana Maria Campos/CB/D.A Press - Reitoria da Faculdade de Direito de Lisboa, onde é realizado o encontro

Ainda não há tema definido para 2027. Neste ano, as palestras e debates focaram a Nova Ordem Internacional: tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais. Houve a participação de dois ministros do STF na ativa, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além de dois aposentados, Ricardo Lewandowski e Luis Roberto Barroso, que chegaram à presidência.

Também houve a presença de 12 ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e três do Tribunal dr Contas da União (TCU), além de estrelas internacionais, como jornalista

Thomas Friedman, colunista de assuntos internacionais do New York Times, detentor de três Prêmios Pulitzer, e o Nobel de Economia, Joel Mokyr.

O principal foco dos debates foi o uso de Inteligência Artificial (IA) e o poder de manipulação das redes sociais e das big techs. Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e o ministro Luis Felipe Salomão, futuro presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), defenderam uma regulação das redes para impedir manipulações. "A partir dos algoritmos se faz a manipulação de dados para se realizar uma verdadeira lavagem cerebral nas chamadas bolhas", afirmou Alexandre de Moraes. "Um poder como esse precisa ser controlado. Não há atividade econômica na história da humanidade com tanto impacto na sociedade que não tenha sido regulado", destacou.

Presente na abertura do XIV Fórum de Lisboa, na última segunda-feira, o presidente da Camara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu levar a votação ainda neste mês de junho o marco legal da IA.

Divulgação/Fórum de Lisboa - Gilmar Mendes e Hugo Motta no primeiro dia de evento realizado em Portugal

Por sugestão da empresária Luiz Trajano, que também esteve em Lisboa, as próximas edições produzirão um documento final e uma comissão vai trabalhar para produzir resultados propostos. É uma ideia para que as ideias possam se tornar realidade.

 


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